O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na última semana a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, apresentando números importantes para a monitoria da saúde mental dos jovens adolescentes. As meninas apresentam maior vulnerabilidade emocional relativas à percepção corporal, desamparo e desesperança.
Quando questionadas sobre tristeza, 41% das meninas afirmaram ter se sentido tristes no mês anterior à pesquisa. Os meninos, por outro lado, mostraram uma porcentagem menor: 16,7% relataram tristeza.
Por que as meninas apresentam maior vulnerabilidade emocional?
De acordo com especialistas, este índice é maior em jovens adolescentes do sexo feminino porque elas estão mais expostas a questões como violência, assédio e padrões estéticos inalcançáveis.
Com estes fatores, as meninas estão mais propensas à tristeza e, consequentemente, à autolesão. Nesse último aspecto, a diferença entre garotos e garotas também é alta: enquanto as 43,4% das meninas disseram ter vontade de se autoagredir, somente metade (20,5%) dos meninos relataram o mesmo desejo.

E, embora os meninos também se encontrem com as questões citadas, eles são influenciados desde pequeno a reprimir os sentimentos. Mesmo que, com este ensinamento, a saúde mental venha a ser fragilizada e crie explosões de raiva com mais facilidade.
Quais âmbitos trazem mais vulnerabilidade para as meninas?
Ainda que a pesquisa se trate de adolescentes entre 13 a 17 anos, e muito se pense que “jovens não tem preocupações além da vida escolar”, mais de 50% delas relataram preocupação com o cotidiano. Além disso, o número continua alto quanto à presença de mau humor com frequência.
Outros âmbitos falam sobre desamparo e desesperança. 33% sentem que ninguém se preocupa com elas e 25% relatam que a vida não vale a pena.
E, enquanto 18,2% dos meninos apresente insatisfação com o próprio corpo, quase o dobro de meninas relata a insatisfação. De acordo com os dados, 36,1% não estão satisfeitas com a própria imagem.

Pobreza menstrual
Mesmo com políticas públicas para distribuição de absorventes, os dados da pesquisa mostraram que 15% das adolescentes, por falta de absorventes, deixaram de ir à escola por pelo menos um dia no último ano.
O impacto na formação pessoal
Os números revelam que a vulnerabilidade emocional já faz parte do cotidiano da maior parte das jovens adolescentes brasileiras, afetando a forma como elas se percebem, se relacionam e projetam o futuro.
Diante disso, é essencial o controle e atenção dos responsáveis e da equipe escolar aos sentimentos recorrentes de tristeza, desamparo e insatisfação, que impactam diretamente o bem-estar e a permanência na escola.
Sem esse olhar, o que está em jogo não é apenas o presente desses jovens, mas toda a sua vida adulta.
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