Cursos de Medicina no Norte é assunto delicado ainda…

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Recém-divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) revelam um dado, no mínimo, preocupante.

O Norte do Brasil, que já sofre com a ausência de médicos, também carece de cursos de Medicina de excelência. A região é a única do país que não possui uma escola médica sequer avaliada com nota máxima no Enade 2019.

O Norte tem o menor número de cursos de Medicina do Brasil

Dos 17 avaliados, somente dois – os das universidades federais do Tocantins (UFT) e de Rondônia (UNIR) – atingiram o conceito 4, numa escala de 1 a 5.

Além destes, sete graduações obtiveram nota 3; três receberam o conceito 2; e cinco foram avaliadas com nota 1. Isso significa dizer que 47% dos cursos de Medicina da região obtiveram conceito considerado insuficiente pelo MEC. No contexto nacional, 25,8% das escolas médicas nesta situação – com nota 1 ou 2 – estão no Norte.

A avaliação do Enade também aponta deficiência no ensino público de Medicina de excelência na região. Das 17 graduações avaliadas, nove, ou seja, 52,9% estão em instituições públicas. Sete delas são federais.

Das oito escolas médicas do Norte que receberam conceito 2 ou 1, quatro são públicas.

No Brasil, somente quatro instituições de ensino superior públicas obtiveram conceito 2 no curso de Medicina. A Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Universidade de Gurupi (UnirG), no Tocantins, estão entre elas. Além disso, apenas duas IES públicas figuram na lista das graduações em Medicina com conceito 1: a Universidade Federal do Acre (UFAC) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ambas no Norte.

Carência de médicos!

Se o desempenho dos cursos de Medicina do Norte, no Enade 2019, é algo preocupante, a ausência de profissionais médicos na região acrescenta uma certa carga de dramaticidade aos resultados do exame.

No Estudo Temático Cursos de Medicina do Brasil 2020, o portal Melhores Escolas Médicas, especializado em conteúdo e pesquisas para a área, calcula que o Brasil chegará a 2025 com mais de 660 mil médicos formados.

O cálculo tem como base os quase 488 mil profissionais com vínculo ativo no país, no último mês de janeiro – dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) – e a estimativa de estudantes que devem se formar ao longo dos próximos anos.

De acordo com a projeção, o Brasil terá, daqui a cinco anos, uma média de três médicos para cada mil habitantes

A proporção hoje é de 2,5 médicos, valor acima do registrado em países como México, Polônia e Japão, de acordo com o CFM.

O problema é que esses profissionais geralmente não chegam aos recantos do país. Falta uma política pública de incentivo e a região Norte acaba sendo a mais penalizada.

O estudo temático do portal Melhores Escolas Médicas mostra, por exemplo, que o Amapá tem o menor número de médicos do Brasil, com 0,9 para cada mil habitantes. No Distrito Federal este índice é de 4,4.

Mais recentemente, o Conselho Federal de Medicina e a Universidade de São Paulo (USP) realizaram um levantamento dos médicos com registro ativo no país e aptos a atuar no combate à pandemia.

Os três estados que registram o menor número de profissionais com este perfil são o Amapá, com apenas 816 médicos, Roraima (853) e Acre (913). Todos da região Norte.

Quer saber mais sobre as IES de Medicina de cada Região? Confira as outras partes do Estudo Temático em:

melhoresescolasmedicas.com/blog/materias/melhores-cursos-medicina/

melhoresescolasmedicas.com/blog/materias/excelencia-medicina/

melhoresescolasmedicas.com/blog/materias/medicina-no-nordeste/

melhoresescolasmedicas.com/blog/materias/medicina-na-regiao-sul/

melhoresescolasmedicas.com/blog/materias/medicina-regiao-centro-oeste/

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