Educação como investimento: Por que é importante investir na educação?

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Quando falamos em investimentos, na maioria das vezes, pensamos em coisas materiais. Investir em uma casa; investir em um carro… nesse caso existe um equívoco com o termo investimento. Quando falamos em investir estamos falando de aplicar em algo que vai te dar retorno no futuro. Você pode investir tempo da mesma forma que pode investir dinheiro. Na maioria dos casos, os dois andam juntos. Mas você já pensou na educação como investimento?

 

Desde o ensino fundamental até a mais alta capacitação acadêmica estamos investindo parte da nossa vida e uma quantia considerável de dinheiro. Essa jornada é percorrida visando os frutos que serão colhidos futuramente em consequência do nível profissional adquirido. Um conceito que aborda essa questão é o Capital Humano.

 

Primeiramente o termo “Capital Humano” reforça a ideia do investimento na educação. A ideia do capital humano foi criada por Theodore W. Schultz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia no em 1970. O termo em sua essência fala de investir no indivíduo. Quando investimos em pessoas elas geram resultados.

Posteriormente esse conceito passou por vários pontos de vista como o de Gary Becker, por exemplo, mas manteve a sua essência em relação ao investimento pessoal tendo em foco a educação.

 

Educação e desenvolvimento econômico

O conceito do investimento em pessoas através da redução não está somente no cenário particular, isso é, de pessoa para pessoa. Esse termo é abrangente, atingindo o macro cenário nacional.

As medições do efeito da educação na economia podem variar dependendo da metodologia utilizada. Com uma população mais educada, um país tem menores gastos com saúde pública, maiores níveis de segurança, menores taxas de criminalidade e uma economia mais eficiente.

 

Importância do Investimento

O investimento em educação muitas vezes é motivado pelo ingresso no mercado de trabalho, e o que se espera é que indivíduos com escolaridade mais alta possam conseguir melhores cargos e salários. A procura por cursos de ensino superior em 2020 foi de mais de 20 milhões de inscritos, 58% da procura é por cursos presenciais, e os outros 42% por cursos de Ensino a Distância (INEP, 2022).

 

A equipe da Melhores Escolas Médicas conversou com o economista Júnior Lemos sobre a importância do investimento. Segundo lemos “O investimento em educação significa ampliar a produtividade ou, desde outra perspectiva, aprimorar, no posto de trabalho, sua capacidade de gerar bens e serviços.”

Lemos ainda afirma que a educação pode ser vista como uma poupança feita pelo indivíduo como também, um investimento. Ela seria vista como poupança devido ao indivíduo alocar recursos na sua educação com uma perspectiva de retornos futuros, ou seja, o indivíduo estaria renunciando ao consumo presente para consumir no futuro.

 

O economista afirma que seria investimento pela capacidade que ela tem de elevar a produtividade, ou seja, a capacidade de um indivíduo de produzir bens e serviços em determinado espaço de tempo. A melhoria na educação é imprescindível para o desenvolvimento do país, pois aumenta a produtividade dos trabalhadores, facilita a criação e absorção de novas tecnologias, e contribui para o crescimento econômico. Além disso, a elevação da escolaridade da população contribui para a redução da informalidade.

 

Investimento pessoal

Visto os tópicos anteriores, é importante pensar no estudo como um investimento a longo prazo que irá te render resultados sólidos. Portanto é necessário se organizar e estabelecer metas para investir no crescimento pessoal e profissional por meio do ensino superior.

É importante analisar o contexto em que você está inserido. Para ajudar a reforçar a ideia do investimento pessoal vale ressaltar que uma pesquisa divulgada em maio de 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que os trabalhadores formados ganham, em média, 5,56% a mais que os demais.

 

Existem algumas formas de investir em si mesmo por meio dos estudos. Isso demanda tempo e esforço. Para ingressar no ensino superior existem meios públicos e privados. Cabe a você escolher o que vai se encaixar aos seus planos.

 

Ingresso a educação superior

  • Enem: O exame nacional do ensino médio é a maior prova do Brasil e a segunda maior prova do mundo. Ela é utilizada para conceder acesso à formação superior pública. Mas vale destacar que muitas Instituições de Ensino Superior privadas utilizam a nota para substituir o vestibular.

 

  • Vestibular Privado: Essa é a prova utilizada pelas instituições para admitir os candidatos aos respectivos cursos. Inclusive, você pode conferir os próximos vestibulares de medicina aqui no nosso site – Próximos vestibulares de medicina no Brasil

 

Financiamento Estudantil é investimento

Para quem opta por uma Instituição de Ensino Privada é importante colocar na ponta do lápis os custos que terá com esse investimento, pois os cursos de ensino superior possuem valores variados.

Uma boa opção para investir no seu futuro é contratar um financiamento. O financiamento estudantil pode ser de iniciativa privada ou pública.

 

Na iniciativa pública o mais famoso é o FIES, o Fundo de Financiamento Estudantil. Esse é um programa federal de financiamento. Para aderir ao programa é necessário ter feito o ENEM a partir de 2010 e outra série de especificações.

 

Você pode entender mais no nosso E-book

Basicão do FIES

 

Na iniciativa privada temos várias opções como o Pravaler, financiamentos estudantis a partir de bancos ou mesmo financiamento direto pela Instituição de ensino, como no caso do FIEF, o Financiamento Estudantil Facilitado, um financiamento do Fits – Faculdade Tiradentes.

Em opções como essa o estudante negocia diretamente com a Instituição onde vai ingressar. Cada instituição tem suas diretrizes então é importante se informar sobre o processo.

Essa opção engloba os mais variados cursos como engenharia, direito e até mesmo a medicina.

 

O que deve ser levado em conta?

Antes de fazer um empréstimo, procure eliminar todas as dívidas e, se necessário, até mesmo negociar um acordo com algum credor. 

 

  • Crie uma planilha de planejamento financeiro para ver exatamente suas receitas e despesas fixas e variáveis. 

 

  • Assuma o controle de sua carteira! Sem compra por impulso. Antes de qualquer aquisição, por menor que seja, avalie suas possibilidades e necessidades. Enquanto isso, evite fazer compras desnecessárias. É fácil perder o controle das despesas, além disso, as compras à vista geralmente trazem descontos e outras vantagens.

 

Em conclusão, encare a sua formação como um investimento e priorize ao máximo essa escolha!

 

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