“Smart Drugs”: pílulas do conhecimento

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Canseira, falta de concentração e exaustão com certeza fazem parte do vocabulário de um vestibulando, ainda mais se o desejo for ingressar em uma faculdade de medicina. Para tentar ficar algumas posições à frente nessa corrida maluca que é a disputa pelo curso, é preciso fazer o dia render o máximo possível. Cada minuto conta nessa caminhada.  Por conta dessa demanda enorme, muitos estudantes acabam buscando uma maneira de manter o foco por mais tempo: as “Smart Drugs”.

 

Mas o que são “Smart Drugs”?

As smart drugs, que também atendem pelo nome de “nootrópicos”, são remédios normalmente utilizados no tratamento para Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, o famoso TDAH. 

Esses medicamentos atuam diretamente no sistema nervoso, e por isso têm o poder de estimular nossos neurotransmissores. Traduzindo… Essas pequenas cápsulas permitem que o usuário mantenha o foco por mais tempo.

As drogas mais conhecidas são as anfetaminas:

  •         Ritalina
  •         Venvanse
  •         Adderall

Todas essas liberam hormônios como a dopamina, noradrenalina e norepinefrina, que controlam o humor, a sensação de concentração, a ansiedade e o sono. Por isso elas fazem o foco subir consideravelmente.

Por conta dos efeitos “milagrosos” muitas pessoas acabam usando excessivamente, o que pode levar a dependência.

Parece coisa de filme, né? E é!

Podemos dizer até que essas drogas tiveram sua fase de estrelas de cinema. Já viraram tema de filmes como o caso de Limitless, que fala justamente de uma droga com a capacidade de liberar o uso total do cérebro. Essa é a hora que podemos ver os medaholics babando para isso ser real.

Limitless

Limitless – 2011

Mas para quem quer um pouco mais de realidade na hora de sanar as dúvidas sobre os nootrópicos, a Netflix disponibiliza o documentário “Take Your Pills”.

Take Your Pills

Take Your Pills – 2018

O documentário, além de explicar o que são e como funcionam essas substâncias, apresenta casos reais da utilização delas. É dada uma atenção especial ao fármaco Adderall, por ser bastante consumido por universitários. Então se você quer saber tim-tim por tim-tim, vale muuuito a pena dar uma conferida.

 

Mas nem tudo são flores!

Todos esses benefícios não poderiam vir sem algum tipo de custo, não é mesmo? Ao utilizar essas “poções mágicas da inteligência” há alguns dos efeitos colaterais provocados pelo uso contínuo:

  •         Redução de apetite;
  •         Insônia;
  •         Dor abdominal;
  •         Cefaleia;
  •         Pressão baixa;
  •         Arritmia.

Fica o alerta: o uso indiscriminado dessas substâncias pode causar efeitos semelhantes, em um nível menor, ao de drogas como a cocaína! Por isso é necessário acompanhamento de quem entende.

Conversamos com Ivar Brandi, neurologista e Mestre em medicina e saúde, que aponta alguns efeitos colaterais causados pelos “psicoestimulantes”. 

“O uso por longos períodos, sem acompanhamento médico, envolve riscos de efeitos colaterais leves e reversíveis como redução do apetite e dificuldade em iniciar o sono, desenvolvente de tics motores em adolescentes até efeitos colaterais mais graves como sintomas psiquiátricos (irritabilidade e mania) e sintomas cardiovasculares como hipertensão arterial”, advertiu o especialista. 

Mas não pense que é só parar e pá! Problema resolvido. Ivar ressaltou que  a interrupção súbita após uso prolongado também pode causar efeitos adversos como depressão e alterações na qualidade do sono.

Se você quer ser médico, também precisa confiar nele. Então, antes de fazer uso desses medicamentos, procure um especialista que vai te ajudar a entender esses efeitos no seu corpo e te guiar conforme suas necessidades. 

Ainda se você precisa de foco e não quer recorrer a medicamentos, você pode conferir essa nossa matéria para ajudar a manter seu foco

Mas e aí, medaholic? O que achou dessas pequenas pílulas do conhecimento?

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