O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou, nesta quarta-feira (19), a anulação de três questões objetivas da prova do segundo dia do Enem 2025, após identificar na internet uma live com exercícios muito semelhantes aos cobrados no exame.
Por conta disso, o gabarito oficial foi divulgado com um dia de antecedência e a equipe técnica decidiu retirar os itens para evitar qualquer prejuízo aos candidatos.
A decisão, embora técnica, causou preocupação entre estudantes e reacendeu debates sobre a segurança e a credibilidade do exame.
O Inep garantiu que a prova continua válida, mas muitos candidatos ficaram apreensivos com os impactos na nota.
Por que as questões foram anuladas?
A anulação aconteceu depois que Edcley Teixeira, estudante de medicina do Ceará, divulgou em uma live questões muito parecidas com as da prova oficial. A transmissão ocorreu dias antes do Enem e foi apagada depois.
Investigações apontam que Edcley participou do Prêmio Capes de Talento Universitário, que usa questões de pré-teste do banco de itens do Inep. A suspeita é de que ele tenha memorizado alguns itens e repassado em sua live.
O Inep afirmou que as questões anuladas do enem 2025 não eram idênticas, mas apresentavam “similaridades pontuais”, o que motivou a ação corretiva.
O que disse o Ministro da Educação?
O ministro da Educação, Camilo Santana reforçou que a decisão foi baseada em critérios técnicos.
De acordo com ele, os especialistas responsáveis avaliaram que três itens comprometiam a isonomia entre os participantes. Por isso, eles foram anulados para garantir justiça na correção.
Quais foram as questões anuladas?
As questões anuladas do Enem 2025 estão presentes em todos os cadernos (amarelo, azul, verde e cinza) mudando apenas a ordem, já que o conteúdo é o mesmo. No caderno amarelo, por exemplo, as questões anuladas são as de número 115, 121 e 178; no caderno cinza, 115, 118 e 172; no azul, 123, 132 e 174; e no verde, 132, 135 e 168.
Os conteúdos excluídos envolvem três áreas: uma questão de física, sobre acústica e nível sonoro; uma de biologia, abordando fotossíntese; e uma de matemática, relacionada a equações do segundo grau.
Reação nas redes sociais
A decisão não agradou parte dos candidatos. Muitos alegam que o vazamento teria sido maior e que mais questões poderiam ter sido comprometidas. Isso levou estudantes a reclamarem que a anulação de apenas três questões prejudica quem acertou esses itens honestamente.
Entre os comentários que expressam essa indignação, um dos usuários comentou que o exame precisa ser cancelado, pois foram 11 questões no total:
“Absurdo isso… Tem que cancelar o Enem… Foram 11 questões. Os valores, as perguntas… E quem garante que outras questões não foram vazadas no grupo de wpp dele com os seus alunos. “
Em outro relato, um participante destaca que, sem a anulação total do segundo dia de prova, apenas os alunos honestos saem prejudicados, já que perderão acertos e dependerão da oscilação da TRI para manter suas notas.
“Sem a anulação total do segundo, há prejuízo pro aluno honesto. Não foram apenas 3 questões, muita gente acertou essas questões de forma honesta e vai perder número de acerto, ou seja, além de estudar bastante agora tem que ter muita sorte, pra ter errado as questões anuladas. Injustiça!!”
Outro estudante vai além ao afirmar que o vazamento comprometeu a credibilidade do exame como um todo, argumento usado por aqueles que defendem a anulação completa do Enem 2025.
“Tem que anular a prova toda, esse vazamento compromete a credibilidade do exame”
O movimento #anulaenem
Com a revolta, surgiu a hashtag #anulaenem, que rapidamente ganhou força nas redes sociais. Muitos defendem a anulação do segundo dia de prova, ou até do Enem inteiro, alegando que a igualdade de condições entre os participantes foi quebrada.
Confira algumas publicações dos usuários nas redes:



O Enem 2025 enfrenta um dos episódios mais delicados da sua história. O Inep e o MEC tentam minimizar os danos anulando os itens suspeitos e acionando a Polícia Federal para investigar o vazamento. Mesmo assim, a sensação de injustiça persiste entre milhões de candidatos.
Os resultados finais devem sair em janeiro de 2026, mas a discussão sobre a segurança do exame deve continuar por muito mais tempo.
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