Neste 7 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial da Saúde. A data marca o aniversário de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS), criada em 1948 com o objetivo declarado em sua constituição de garantir “o mais alto nível possível de saúde” para todas as pessoas.
O Brasil é membro fundador da organização e, desde então, conquistou avanços expressivos na área da saúde pública.

Mortalidade infantil em queda
Um dos resultados mais significativos é a redução da mortalidade infantil. Na década de 1990, o país registrava 63 mortes de crianças menores de 5 anos a cada 100 nascimentos. Em 2024, esse índice caiu para 14,2.
Políticas públicas foram fundamentais para esse resultado, como o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e a expansão do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os avanços na saúde também impactaram a longevidade da população. Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro saltou de 45,5 anos em 1940 para 76,6 anos em 2024, um ganho de 31,1 anos em pouco mais de oito décadas.
O desafio das doenças crônicas
Com o aumento da longevidade, surgiu um novo desafio: o combate às doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). De acordo com a OMS, as DCNT foram responsáveis por cerca de 70% das mortes registradas globalmente em 2019. No Brasil, no mesmo ano, essas doenças foram responsáveis por 41,8% das mortes prematuras, ou seja, entre pessoas de 30 a 69 anos.
Ao contrário das doenças infecciosas, as DCNT não são transmitidas de pessoa para pessoa. Elas estão fortemente associadas à alimentação inadequada, ao sedentarismo, ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool.
A boa notícia é que muitas dessas condições podem ser prevenidas ou ter seu aparecimento retardado com medidas simples: dieta equilibrada, prática regular de exercícios físicos, abandono do cigarro, consumo moderado de bebidas alcoólicas e acompanhamento regular nas unidades de saúde.

Década do Envelhecimento Saudável
Visando o envelhecimento saudável da população mundial, a OMS lançou a Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030), uma iniciativa global voltada às necessidades das pessoas idosas.
A proposta vai além de aumentar a expectativa de vida: busca garantir que o envelhecimento aconteça com saúde, autonomia e dignidade. A iniciativa responde ao rápido envelhecimento da população mundial e aos desafios que ele traz, como o avanço das doenças crônicas, o isolamento social e a desigualdade no acesso a serviços de saúde.
Na prática, a Década funciona como um plano de ação internacional que orienta governos, instituições e a sociedade civil a desenvolver políticas voltadas ao envelhecimento saudável. Entre as principais frentes estão o combate ao preconceito etário, a criação de comunidades mais inclusivas, o fortalecimento de sistemas de saúde centrados na pessoa idosa e a ampliação dos cuidados de longa duração.
Viver mais e viver bem
Dentro dessa perspectiva, é essencial não apenas medir quanto tempo as pessoas vivem, mas como vivem esses anos. Para isso, a ciência trabalha com dois conceitos complementares: o lifespan e o healthspan.
O lifespan é o tempo total de vida de uma pessoa, medido em anos. O healthspan é o período em que ela vive com saúde, autonomia e sem doenças crônicas limitantes. Embora andem juntos no imaginário popular, há uma diferença significativa entre eles na prática: no Brasil, a expectativa de vida média é de 76 anos, mas cerca de 11 desses anos finais podem ser marcados por alguma doença crônica ou limitação física.
Reduzir essa distância depende de hábitos cotidianos. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção do peso saudável e abandono do tabagismo são os pilares mais consolidados pela ciência. A OMS estima que o sedentarismo está ligado a cerca de 5 milhões de mortes evitáveis por ano, enquanto o tabagismo responde por mais de 8 milhões de óbitos anuais no mundo.
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