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Erro em notas da redação do Enem gera questionamentos sobre correção

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Mais uma polêmica envolvendo as notas do enem – Foto: Reprodução da internet

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Candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) identificaram inconsistências nas notas da redação divulgadas na vista pedagógica, conhecida como espelho da redação. O episódio gerou indignação entre os estudantes, especialmente após a constatação de pontuações que não seguem a lógica básica do modelo oficial de correção do exame.

No Enem, cada uma das cinco competências da redação é avaliada por dois corretores independentes, que atribuem notas em intervalos fixos de 40 pontos, como 0, 40, 80, 120, 160 e 200. A nota final de cada competência é calculada a partir da média aritmética dessas duas avaliações, ou seja, somam-se os valores e divide-se por dois. É um sistema padronizado, com resultados previsíveis e limitados a combinações matematicamente possíveis.

Ainda assim, candidatos se depararam com notas como 170, que não podem ser geradas dentro dessa lógica. A presença de valores incompatíveis com o próprio método de correção levanta questionamentos não apenas sobre falhas técnicas, mas sobre a confiabilidade de todo o processo avaliativo.

Apesar da situação, segundo o Inep, o sistema já está disponível para acesso.

A situação gerou repercussão entre estudantes nas redes sociais, que passaram a questionar a confiabilidade dos resultados e a buscar esclarecimentos. Após a identificação dos erros, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) retirou a divulgação da vista pedagógica para verificação das inconsistências. 

Entramos em contato com o Inep e o instituto respondeu que não houve alteração e nem erro na nota final, e que solicitou ao Cebraspe, responsável pela aplicação do exame, a correção na apresentação das notas por competência no espelho da redação. 

Esse erro nas notas não foi um caso isolado na edição de 2025 do Enem, que atravessa um momento de forte desgaste em sua credibilidade. O contexto envolve a anulação de três questões da prova, a circulação de mensagens que sugerem acesso antecipado ao gabarito meses antes da aplicação e ainda alterações nos critérios de avaliação da redação feitas sem ampla divulgação.

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