Estudantes de Medicina em situação de vulnerabilidade socioeconômica receberão uma bolsa mensal de pelo menos R$ 700 até o final da graduação. O benefício integra o Programa de Bolsa Permanência do Programa Mais Médicos (PBP-PMM), instituído pela Portaria nº 655/2025, publicada no Diário Oficial da União. O objetivo é garantir a permanência de alunos de baixa renda, reduzir desigualdades e ampliar a formação de médicos no Brasil.
O programa surge como resposta à alta evasão em cursos de Medicina entre alunos em vulnerabilidade financeira. A graduação exige dedicação integral, alto custo de materiais e, em muitos casos, mudança de cidade.
A bolsa permanência para Medicina busca evitar que estudantes abandonem a faculdade por dificuldades econômicas e reforçar o número de profissionais formados para atuar no país, especialmente nas regiões atendidas pelo Mais Médicos.
O valor mínimo definido é de R$ 700 por mês, equivalente ao pagamento de bolsas de iniciação científica. O repasse será feito pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
O benefício pode ser acumulado com outros auxílios, desde que a soma dos valores não ultrapasse 1,5 salário mínimo por mês. Em 2026, primeiro ano de execução, o programa disponibilizará 1.500 bolsas, com investimento anual de cerca de R$ 12,6 milhões.
Quem pode receber a bolsa?
A bolsa para os estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica tem critérios rigorosos para garantir que chegue a quem mais precisa. Podem concorrer:
- Estudantes de Medicina matriculados em cursos vinculados ao Mais Médicos.
- Inscritos no CadÚnico para Programas Sociais.
- Alunos com renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.
- Estudantes que não tenham concluído outro curso superior.
- No caso de instituições privadas, apenas alunos com bolsa integral da faculdade.
- Quem não é beneficiário de outra bolsa permanência federal.
Como se inscrever no programa?
A inscrição será feita pelo Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP), acessado com login no Gov.br. O candidato deverá anexar documentos como:
- Comprovante de matrícula ativa em curso de Medicina.
- Número do CadÚnico atualizado.
- Comprovação de renda familiar per capita.
- Assinatura de termo de compromisso.
As instituições de ensino superior (IES) precisam aderir ao programa e publicar edital próprio. Após a inscrição, a IES validará as informações e encaminhará mensalmente a relação de estudantes ao MEC e ao FNDE, responsáveis pelos pagamentos.
Quais são os critérios de seleção?
Se o número de inscritos superar o total de bolsas disponíveis, as instituições adotarão critérios de prioridade, entre eles:
- Estudantes com menor renda per capita.
- Dentro dessa faixa, prioridade para quem cursou o ensino médio em escolas públicas.
- Em universidades federais, atenção especial a cotistas de vulnerabilidade social.

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Em quais situações o estudante pode perder a bolsa?
O benefício pode ser cancelado em diferentes situações. Entre elas:
- Trancamento ou suspensão da matrícula;
- Perda da bolsa integral em faculdade privada;
- Rendimento acadêmico abaixo de 75% do aproveitamento;
- Extensão do curso em mais de dois semestres além do prazo regular;
- Recebimento de outra bolsa de permanência federal;
- Prestação de informações falsas durante a inscrição.
Quando o estudante poderá solicitar a bolsa para Medicina?
De acordo com o Governo Federal, o edital com as regras e cronograma do programa deve ser publicado em breve. Após a finalização do processo de adesão das instituições, que deve ocorrer em outubro, o MEC abre o período de inscrições para os estudantes elegíveis, previsto também para o próximo mês.
A seleção dos estudantes será realizada pelas instituições de ensino superior participantes, que deverão definir prazos e procedimentos de seleção em um edital próprio.





