O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) iniciaram, no início de março, estudos para revisar os critérios de autorização de cursos de medicina no país e avaliar a possibilidade de um novo edital ligado ao Programa Mais Médicos.
A iniciativa ocorre após a criação de um grupo técnico formado por especialistas e servidores dos dois ministérios, que ficarão responsáveis por analisar a distribuição de vagas, a qualidade da formação médica e as necessidades do sistema público de saúde.
A primeira reunião do grupo ocorreu em 4 de março e marcou o início de um processo de diagnóstico sobre a atual oferta de cursos de medicina no Brasil.
Entre os temas debatidos estão o crescimento do número de graduações nos últimos anos, a distribuição regional das vagas e os impactos dessa expansão para o atendimento à população.
O grupo técnico também deve avaliar o contexto que levou à revogação do edital Edital nº 1/2023.
Estrutura da rede de saúde entra na análise

Outro ponto avaliado pelo grupo técnico é a capacidade da rede assistencial que serve como campo de prática para estudantes de medicina.
Hospitais, unidades básicas e outros serviços de saúde são fundamentais para o treinamento clínico, e a disponibilidade dessas estruturas será considerada em discussões sobre a abertura de novos cursos.
De acordo com o governo, os estudos devem reunir dados atualizados para orientar futuras decisões sobre a expansão da graduação médica.
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Sobre o Mais Médicos
O Programa Mais Médicos foi criado em 2013 com o objetivo de ampliar o acesso da população à assistência médica em regiões com escassez de profissionais. A iniciativa buscou levar médicos para áreas remotas, municípios do interior e comunidades com altos índices de vulnerabilidade social.
Além da atuação direta de profissionais no atendimento à população, o programa também prevê ações voltadas à formação médica. Entre elas estão a expansão de vagas em cursos de medicina e de residência, com foco em fortalecer o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir desigualdades no acesso aos serviços de saúde.
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