O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (01), por meio da página oficial do governo federal, o edital de chamamento público Nº 24/2026 para a adesão de novos profissionais ao Projeto Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa busca fortalecer a Atenção Primária à Saúde em regiões prioritárias e de vulnerabilidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
O recrutamento ocorrerá de forma digital, mediante um processo seletivo estruturado por prioridade de perfis, análise curricular e sistema de cotas, focado na integração entre o serviço assistencial e a educação permanente.
Como funciona o ingresso?
A seleção compreende etapas de inscrição online exclusiva pelo portal Gov.br, indicação de municípios de interesse, classificação eletrônica e, depois, a homologação presencial junto à gestão municipal.
Quem pode participar?
A seleção é aberta a profissionais formados no Brasil ou no exterior, categorizados em três grupos que determinam a ordem de prioridade para a ocupação das vagas.
| Perfil 1 | Médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no País, com registro no CRM. |
| Perfil 2 | Médicos brasileiros com habilitação para exercício da medicina no exterior. |
| Perfil 3 | Médicos estrangeiros com habilitação para exercício de medicina no exterior. |
Para ingressar, todos os inscritos precisam comprovar situação regular nas esferas criminal e eleitoral, além de quitação com as obrigações militares no caso dos homens brasileiros.
Escolha de vagas
No momento da inscrição, o profissional precisa escolher até dois locais onde gostaria de trabalhar, indicando qual é sua primeira opção e qual é a segunda. Essa ordem de prioridade é usada caso ele seja aprovado e vá ser alocado.
O edital do Mais Médicos também prevê vagas reservadas por meio de ações afirmativas. Do total, 20% são destinadas a candidatos que se autodeclaram negros, indígenas ou quilombolas, e 9% são exclusivas para pessoas com deficiência.
Para garantir o cumprimento dessas cotas, os candidatos passam por etapas de verificação, como comissões de heteroidentificação ou análise de documentos. Se todas as vagas reservadas não forem preenchidas, elas são disponibilizadas para os demais candidatos na ampla concorrência.

Processo de seleção e classificação
A classificação dos candidatos é feita de forma automática, com base na análise do currículo, por meio de uma determinada pontuação.
Nesse sistema, quanto mais qualificado e experiente for o profissional, maior será a pontuação. Por exemplo, recebem mais pontos aqueles que já fizeram residência médica ou possuem título de especialista em Medicina de Família e Comunidade.
Se houver empate na pontuação final, alguns critérios são usados para decidir a classificação. Primeiro, tem prioridade quem mora no mesmo estado da vaga escolhida. Depois, vem quem nasceu nesse estado. Em seguida, são considerados o tempo de formação e, por último, a idade, com preferência para o candidato mais velho.
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