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Pela primeira vez, Butantan fabricará nacionalmente medicamento usado no tratamento de 40 tipos de câncer

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Em parceria com o laboratório Merck, o Butantan receberá a tecnologia para fabricar 100% no Brasil o imunoterápico, ampliando o acesso ao tratamento pelo SUS

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O Instituto Butantan anunciou que passará a fornecer ao Sistema Único de Saúde (SUS) o pembrolizumabe, medicamento indicado para o tratamento de quase 40 tipos diferentes de câncer. O anúncio da parceria foi feito pelo Governo Federal na quinta-feira, 27 de março.

A produção ocorrerá em regime de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), modelo que prevê a fabricação 100% nacional do medicamento e a transferência de tecnologia do laboratório privado Merck Sharp & Dohme para o Butantan.

De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia deve reduzir significativamente o custo da imunoterapia e viabilizar a ampliação do tratamento para outros tipos de câncer na rede pública. Atualmente, o pembrolizumabe, utilizado principalmente no tratamento do melanoma, pode custar até R$ 20 mil por dose na rede privada.

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O que é o pembrolizumabe?

Aprovado pela primeira vez em 2014 pela agência reguladora dos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration), o pembrolizumabe é um tratamento avançado capaz de reativar o sistema imunológico do paciente para combater células cancerígenas. 

O medicamento é indicado para o tratamento de doenças como: 

  • Melanoma
  • Câncer de Pulmão 
  • Carcinoma Urotelial
  • Câncer de Mama
  • Câncer de Cabeça e Pescoço
  • Câncer de Rim
  • Câncer Colorretal
  • Câncer de Ovário

Medicamentos imunoterápicos 

O pembrolizumabe integra a classe dos imunoterápicos tratamentos inovadores baseados em proteínas produzidas em laboratório que impedem as células cancerígenas de produzirem substâncias usadas para “enganar” as células de defesa do organismo.

Segundo especialistas, a imunoterapia é considerada mais segura do que a quimioterapia tradicional. Isso porque, ao contrário da quimio que ataca diretamente as células do tumor, os medicamentos imunoterápicos estimulam o próprio organismo a combater a doença, reduzindo a necessidade de fármacos com maior potencial de toxicidade ou de intervenções cirúrgicas.

Próximos passos

Embora a produção nacional represente um avanço significativo para o acesso ao tratamento pela rede pública, ainda são necessárias novas aprovações para ampliar o uso do medicamento a outros tipos de tumor. No Brasil, a imunoterapia com pembrolizumabe é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para o tratamento do melanoma avançado.

Atualmente, o fármaco está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), para que seu uso seja autorizado no tratamento de outros tipos de câncer.

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