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Pesquisa aponta que uso intenso de celular está ligado a pior desempenho escolar

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pesquisa uso de celular por adolescentes
Estudo acompanhou adolescentes de 15 e 16 anos, entre 2000 e 2022, em 36 países.

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O uso intenso de celular entre adolescentes está cada vez mais associado a dificuldades na escola e ao aumento do sentimento de solidão. Um estudo internacional mostra que esses dois problemas cresceram juntos nos últimos anos, especialmente com a popularização dos smartphones.

A análise reúne dados de mais de 1,7 milhão de jovens e indica que, quanto maior o tempo de uso de dispositivos eletrônicos, maiores são os impactos negativos no aprendizado e no bem-estar.

Sobre o estudo

A pesquisa foi conduzida pela psicóloga Jean Marie Twenge, da Universidade Estadual de San Diego, com base em dados do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). O estudo acompanhou adolescentes de 15 e 16 anos, entre 2000 e 2022, em 36 países.

Os pesquisadores compararam três pontos principais ao longo do tempo o desempenho em matemática, leitura e ciências, o uso de celulares e o número de estudantes que disseram se sentir sozinhos na escola. A partir de 2012, quando os smartphones se tornaram mais comuns, os resultados começaram a piorar de forma mais acelerada.

Os países onde os adolescentes passaram a usar mais o celular também foram aqueles onde as notas caíram mais e a solidão aumentou com maior intensidade. Mesmo assim, os autores reforçam que isso não prova que o celular seja a única causa, mas sim um fator importante nesse cenário.

Celular e TDAH

O uso constante de telas pode afetar diretamente a capacidade de concentração. Isso porque aplicativos e redes sociais são feitos para chamar a atenção o tempo todo, com notificações, vídeos curtos e conteúdos rápidos.

Esse padrão pode agravar sintomas ligados ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, como dificuldade de foco e impulsividade. O cérebro se acostuma a estímulos rápidos e passa a ter mais dificuldade para manter a atenção em atividades mais longas, como estudar ou ler.

Estudo acompanhou adolescentes de 15 e 16 anos, entre 2000 e 2022, em 36 países.


Impactos nas notas

O estudo também mostrou que o desempenho escolar dos adolescentes vem caindo desde a década de 2010, com uma piora ainda mais rápida entre 2020 e 2022, período marcado pela pandemia.

Esse movimento aparece em diferentes países, mas é mais intenso onde o uso de celulares cresceu com maior velocidade.

Nos países com maior aumento no uso de dispositivos, as quedas nas notas foram expressivas entre 2012 e 2022. Em média, os estudantes perderam cerca de 25 pontos em matemática e ciências e mais de 30 pontos em leitura nas avaliações do PISA.

Já nos países onde o uso de celular variou menos, também houve queda no desempenho, mas de forma bem mais leve. Nesses casos, a redução foi pequena em matemática e ciências e moderada em leitura, mostrando uma diferença clara entre os dois grupos.

O cenário no Brasil

No Brasil, o celular já faz parte da rotina da maioria da população. Dados do IBGE mostram que, em 2024, cerca de 167,5 milhões de pessoas com 10 anos ou mais tinham um aparelho para uso pessoal, o que representa 88,9% dessa faixa etária.

O celular também é o principal meio de acesso à internet no país, utilizado por quase todos os usuários. Isso mostra como o dispositivo está presente no dia a dia e reforça a importância de discutir seu uso entre crianças e adolescentes.

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