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Semana Santa: saiba como escolher e conservar pescados para evitar intoxicação alimentar

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Consumo de frutos do mar cresce até 15% no feriado, mas cuidados na compra e no preparo são essenciais para evitar riscos à saúde

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Com a chegada da Sexta-Feira Santa, parte dos brasileiros se prepara para substituir a carne vermelha por pescados, seja por tradição religiosa ou por moderação alimentar. Dados da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) projetam crescimento de até 15% no consumo de frutos do mar durante o período.

No entanto, junto com o aumento do consumo, cresce também o risco de intoxicações alimentares. Para aproveitar o feriado sem imprevistos, especialistas recomendam atenção redobrada na hora da compra e no preparo dos alimentos.

Isso porque o alto teor de água e o pH próximo ao neutro tornam os frutos do mar mais suscetíveis à proliferação de microrganismos capazes de causar sérios problemas de saúde.

Como escolher um pescado de qualidade

Na hora da compra, o consumidor deve observar algumas características essenciais. Um pescado fresco deve apresentar carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, guelras vermelhas e odor suave.

Peixes com cheiro forte, semelhante a amônia, ou mantidos fora de ambiente refrigerado devem ser evitados. O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto com a água do degelo, e protegido por embalagem plástica adequada. Produtos congelados não devem apresentar sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida.

Além disso, é fundamental dar preferência a estabelecimentos de confiança, com boas condições de higiene e armazenamento.

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Cuidados no transporte e no preparo

Após a compra, os pescados devem ser mantidos refrigerados durante o trajeto para casa, preferencialmente em bolsas térmicas. No preparo, os peixes devem ser limpos com a remoção das vísceras, lavados em água corrente e secos antes de serem armazenados em recipientes fechados sob refrigeração.

Riscos da intoxicação alimentar

Falhas no manuseio e na conservação dos frutos do mar podem provocar intoxicação alimentar. Os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômitos e diarreia, podendo evoluir para casos graves que exigem hospitalização.

Entre os principais riscos está a contaminação pela bactéria Salmonella spp., que provoca diarreia, por vezes com sangue, febre, dor abdominal e náuseas. Outro problema frequente é a síndrome por intoxicação por histamina, presente em espécies como atum, cavala e sardinha. Os sintomas surgem entre 2 minutos e 2 horas após a ingestão e se assemelham aos de uma reação alérgica grave.

Fiscalização reforçada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as vigilâncias sanitárias municipais reforçam que os consumidores têm papel fundamental no combate às irregularidades. Ao identificar produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene em estabelecimentos, o consumidor deve acionar a vigilância sanitária do município.

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