A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da comercialização de canetas emagrecedoras vendidas de forma irregular no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União, por meio da Resolução (RE) nº 690/2026, e já está em vigor em todo o país.
A decisão atinge a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos listados. Segundo a agência, nenhum deles possui registro sanitário, exigência obrigatória para que medicamentos possam ser vendidos legalmente no Brasil.
Sem registro, a Anvisa afirma que não há comprovação de segurança, eficácia e qualidade, o que representa risco potencial à saúde dos consumidores.
Quais produtos foram atingidos
A resolução determina a apreensão dos seguintes produtos:
- Lipoless MD / Lipoless (10 mg, 12,5 mg e 15 mg) – laboratório Éticos
- Retatrutide 40 mg – todas as marcas e lotes
- Tirzec 15 mg / Tirzec pen 15 mg – todas as marcas e lotes
- Lipoland 15 mg – laboratório Landerlan
- T.G 10 mg e 15 mg – laboratório Landerlan
De acordo com a agência, todos são considerados irregulares no país.
Por que a Anvisa proibiu?
A principal irregularidade apontada é a ausência de registro sanitário junto à Anvisa.
Para obter registro, um medicamento precisa passar por avaliação técnica que comprove:
- segurança para uso humano;
- eficácia clínica;
- qualidade na fabricação;
- controle de boas práticas industriais.

Sem esse processo, não há garantia sobre composição, dosagem, armazenamento ou procedência. A agência também alerta para a possibilidade de falsificação ou desvio de qualidade, especialmente diante do crescimento do mercado paralelo.
Alta procura impulsiona mercado irregular
A demanda por canetas emagrecedoras cresceu no Brasil nos últimos anos, impulsionada pela popularização de medicamentos como:
- Ozempic
- Wegovy
- Mounjaro
- Zepbound
Esses medicamentos possuem registro sanitário e são aprovados para tratamento de diabetes tipo 2 ou obesidade, conforme indicação em bula.
A resolução publicada nesta semana não afeta os produtos regularizados, mas mira versões que vêm sendo vendidas sem autorização, muitas vezes anunciadas em redes sociais ou importadas de forma irregular.
Especialistas apontam que a escassez temporária e o alto custo de medicamentos aprovados podem estimular a busca por alternativas clandestinas.
O que fazer se você usa algum desses produtos
A Anvisa orienta que consumidores que estejam utilizando as canetas listadas:
- interrompam o uso imediatamente;
- procurem orientação médica;
- notifiquem qualquer efeito adverso por meio do sistema oficial da agência.
Profissionais de saúde também são orientados a não prescrever nem indicar produtos sem registro e a verificarem a regularidade antes de utilizar medicamentos injetáveis em consultório.
A consulta pode ser feita no portal oficial da Anvisa, na área de consulta de medicamentos registrados.
Histórico recente de apreensões
A decisão faz parte de um conjunto de ações de fiscalização intensificadas pela agência. Nos últimos meses, a Anvisa já havia determinado:
- apreensão de lotes falsificados de medicamentos para emagrecimento;
- recolhimento de toxina botulínica irregular;
- suspensão de substâncias injetáveis sem comprovação de qualidade.
O órgão afirma que continuará monitorando o mercado diante do aumento da oferta de produtos voltados ao controle de peso.
Alerta de saúde pública
A Anvisa reforça que medicamentos só podem ser comercializados no Brasil após registro sanitário. A recomendação é que consumidores adquiram produtos apenas em farmácias e estabelecimentos regularizados.
Segundo a agência, o uso de medicamentos sem registro pode causar reações adversas graves, intoxicação e outras complicações de saúde.
A resolução está em vigor desde a publicação no Diário Oficial da União.
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