Tema de redação para o Enem: As redes sociais e Internet

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Oi medaholic, tudo bem? Mais uma vez estamos trazendo um tema de redação para o Enem. Então, fique ligado nos textos motivadores e pratique a redação toda semana, ela será fundamental para você conquistar sua aprovação.

Obs: Use os textos abaixo como textos motivadores para a sua redação.

Tema de redação para o Enem: Redes sociais e internet

Consumo e narcisismo:

As redes sociais e a internet fazem parte de cotidianos de  mais de 134 milhões de usuários brasileiros. Números do relatório Digital in 2019, do site We Are Social, apontam que os internautas ficam, em uma média diária, 3h14m online em redes sociais, um aumento de 8% em relação ao ano passado. Esse é um possível tema para a redação do Enem 2021.

As redes sociais mais consumidas no Brasil são: 1) YouTube com 95% dos internautas brasileiros presentes na plataforma. 2) Facebook com 130 milhões de usuários. 3) Whatsaap onde estão 89% dos internautas brasileiros  e  4) Instagram  com 67 milhões de usuários.

Hoje as redes sociais influenciam vários aspectos da sociedade. São espelhos ou vitrines pessoais que acabam potencializando alguns aspectos como o narcisismo social e o consumo.

Como surge o narcisismo?

Quem nunca ouviu falar no mito de Narciso e Eco? O caminho percorrido desde a cultura grega antiga até o século XXI trouxe uma atualização quase que orgânica desse mito, seja em aspectos sociais ou como parafrenias. A trágica história do belo homem, Narciso é uma importante representação da vaidade humana. Admirado com sua própria imagem em um lago, o jovem pensa trata-se de algum espírito das águas. Não se contendo, baixa o rosto para beijar o seu reflexo e mergulha os braços para abraçar-se, mas o contato com a água faz sua imagem sumir e ele se sente desprezado. Dessa forma, Narciso ficou dias a admirar sua própria imagem na fonte. Sem comer ou beber seu corpo definha. A beleza e o vigor deixaram-no e assim Narciso morreu.

A história do mito se completa com a sombra de Narciso atravessando o rio Estige, em direção ao Hades, e ela ainda debruça-se sobre suas águas para contemplar sua figura.

O mito de Narciso influenciou muitos artistas ao longo dos séculos. Nas artes plásticas, há pinturas de Caravaggio, Nicolas Poussin, Turner, Salvador Dalí e Waterhouse. Na literatura, encontram-se várias passagens na obra do russo Fiódor Dostoevsky e na obra do escritor inglês Oscar Wilde – o romance ‘Retrato de Dorian Gray’ seria uma representação do homoerotismo retratado no narcisismo. Os estudos psicanalíticos do narcisismo tomaram verdadeiro impulso com Freud em seu artigo intitulado ‘Introdução ao Narcisismo’. As primeiras observações do ‘pai da psicanálise’ procuram identificar a origem do narcisismo como um investimento libidinal do ego.

O sociólogo e historiador americano, Richard Sennett, observou que o narcisismo social se potencializa, na medida em que, as relações sociais encorajam o crescimento da valorização do ‘eu’ e anula o senso de contato social significativo fora dos seus limites. Na sociedade intimista os atores são mais importantes do que as ações, ou seja, o que é mais relevante não diz respeito ao que a pessoa fez, mas, como se sente a respeito do feito.

O espelho de Narciso na timeline das redes sociais

Os ‘narcisos’ contemporâneos encontraram outras águas para navegar. O reflexo da imagem no lago deu lugar ao ecrã dos computadores, tablets, smartphones e tudo que possa incorporar a cultura do compartilhamento. Grandes sociólogos e historiadores já chamavam a atenção para o excesso de exposição da intimidade na vida pública muito antes da internet, desde o século XVIII, mas, certamente, a ‘era’ digital trouxe uma espécie de contágio viral da necessidade de se tornar diferente, se destacar.

Claro que tudo está ligado a sociedade de consumo. O consumo e o narcisismo que revolucionam esferas cultuais e comportamentais, devem ser pensado não apenas como um espelhos da vaidade individual, mas como podem representar mudanças significativas nas relações sociais. Isso é um passo importante na percepção de como esse espectro pode interessar diretamente ao entendimento das sociabilidades contemporâneas.

A possibilidade de ‘ver’ e ter ‘visibilidade’ pelas redes sociais digitais amplia significativamente comportamentos de diferenciação social e de referência. Assim como o culto ao corpo e o desenvolvimento de práticas narcísicas, a sociedade de consumo busca, incessantemente, estratégias para vender padrões de satisfação. O grande sociólogo e filósofo francês, Jean Baudrillard, traz uma interessantíssima discussão sobre o mito da felicidade e igualdade na sociedade contemporânea que acaba adquirindo uma característica particular ao ter que tornar-se mensurável. Dessa forma, a felicidade e o bem-estar são dimensionados pelos signos e objetos que possam ser vistos. Mesmo sendo uma necessidade individual, a felicidade se fundamenta em propósitos visíveis.

Modas das redes Sociais

O desenvolvimento e popularização do Facebook, por exemplo, estabeleceram um fenômeno de criação de ‘modas’ que potencializam a exploração da imagem na rede. Trata-se de duas formas de tirar foto para colocar na rede social: O selfie (um autorretrato) e, mais recentemente, o braggie (fotos postadas na rede com a finalidade exibicionista para provocar inveja).

Esse caráter efêmero da sociedade contemporânea gera a chamada paixão consumptiva (um tipo de paixão que se extingue em sua própria intensidade) pelas coisas e traz uma força dramática já que o desejo é muito maior do que o sentimento de posse. Por exemplo, nosso desejo de determinada roupa pode ser ardente, mas alguns dias depois de comprá-la e usá-la, ela já não nos entusiasma tanto, ou seja, a imaginação é mais forte na expectativa. E assim as relações vão se construindo. É claro que nem todos os usuários da rede apresentam esse comportamento.

Nesse espaço o narcisismo e o consumo simbólico se potencializam para aceitação grupal ou são refutados, embora reconhecidos, como um estilo de vida contemporâneo. Qualquer um pode ser possuído pelo espírito de Narciso no lago virtual e tão presente da internet. Mas cuidado! Como bem disse o cantor Caetano Veloso, “Narciso acha feio o que não é espelho” e há sempre o risco de se afogar em sua própria vaidade.

E aí, gostou desse tema de redação para o Enem? Então, tá esperando o quê para treinar? Baixe aqui a sua folha de redação e comece agora.

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