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Caso de sarampo no RJ: especialista tira as principais dúvidas sobre o vírus

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O Rio de Janeiro confirmou, nesta quinta-feira (01), o segundo caso de sarampo registrado no Brasil em 2026. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde do estado. A paciente tem 22 anos, trabalhava em um hotel e não possuía registro de vacinação contra o vírus.

Os primeiros sintomas surgiram ainda em março, quando a jovem buscou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 21. Diante da suspeita clínica, amostras foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para análise, que confirmou o diagnóstico.

Ações para conter disseminação do vírus

Após a confirmação do caso, as autoridades de saúde do Rio de Janeiro agiram rapidamente para evitar a disseminação do vírus. Pessoas próximas à paciente foram vacinadas tanto na residência quanto no local de trabalho, e uma busca ativa foi realizada na região em busca de possíveis novos casos.

O subsecretário estadual de vigilância e atenção primária à Saúde do Rio de Janeiro, Mário Sérgio Ribeiro, afirmou que o estado seguirá apoiando o município no rastreamento de eventuais casos semelhantes e na verificação do esquema vacinal dos contatos da paciente.

Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels e Fundação Oswaldo Cruz, identificaram o contágio

Primeiro caso do ano

O primeiro caso de sarampo de 2026 havia sido identificado em São Paulo, no início de março. A vítima era um bebê de seis meses que apresentou febre e manchas na pele no início de fevereiro. A criança havia viajado à Bolívia com os pais no final de 2025, o que levou as autoridades brasileiras de saúde a classificarem o episódio como um caso importado. Assim como a paciente do Rio de Janeiro, o bebê também não tinha histórico de vacinação contra o sarampo.

Sintomas do sarampo

De acordo com a infectologista Dra. Mariela Cometki, o sarampo tem início discreto, mas evolui rapidamente. Os principais sinais são febre alta, tosse persistente, coriza, conjuntivite, manchas brancas na boca e, posteriormente, manchas vermelhas na pele que começam no rosto e descem para o corpo. A especialista alertou para um detalhe importante: “A pessoa já transmite o vírus antes mesmo das manchas aparecerem.” Os grupos com maior risco de complicações graves são crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas com baixa imunidade, e qualquer suspeita deve ser avaliada imediatamente por um médico.

Transmissão e prevenção

A Dra. Mariela classificou o sarampo como “uma das doenças mais contagiosas que existem“: o vírus se espalha por gotículas respiratórias, permanece no ar por até duas horas e uma única pessoa infectada pode contaminar entre 12 e 18 pessoas suscetíveis. Diante desse cenário, a especialista foi enfática sobre a solução: a vacina tríplice viral é segura, eficaz e fundamental. O esquema prevê doses aos 12 e aos 15 meses, mas adultos com cartão desatualizado também devem se vacinar. “Mesmo atrasado, a vacinação ainda protege. Não espere, se proteja antes”, concluiu

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