O Brasil registrou 47 casos confirmados de mpox nos primeiros meses de 2026, segundo dados consolidados pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica. O balanço atual aponta para uma redução na velocidade de transmissão da doença no país quando comparado ao mesmo período de anos anteriores, como 2024 e 2025. A maior concentração das notificações ocorre no estado de São Paulo.
Quantos casos de mpox têm no Brasil?
Embora o registro de novos casos exija atenção das autoridades sanitárias, os números atuais não são considerados alarmantes se comparados ao histórico recente da doença. Ao final de fevereiro de 2025, o Brasil já contabilizava 693 casos confirmados; em 2024, o número era de 332 no mesmo período. Os 47 casos atuais reforçam uma tendência de queda iniciada após o pico de 10.839 registros em 2022.
A distribuição geográfica dos casos em 2026 mostra uma concentração expressiva na região Sudeste:
- São Paulo: 41 casos
- Rio de Janeiro: 3 casos
- Santa Catarina: 1 caso
- Rondônia: 1 caso
- Distrito Federal: 1 caso
A média de idade dos pacientes infectados é de 34 anos, com prevalência no sexo masculino.
O que é a mpox e como é transmitida?
A mpox é uma zoonose viral causada pelo vírus MPXV, pertencente à família Poxviridae e ao gênero Orthopoxvirus. A transmissão para seres humanos ocorre, principalmente, por meio do contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres, como roedores.
A principal via de contágio é o contato pele a pele com erupções e lesões cutâneas, além de fluidos corporais como pus ou sangue. Além disso, o vírus também pode ser transmitido por meio de gotículas respiratórias, saliva, objetos contaminados.
O período de transmissibilidade começa junto com os primeiros sintomas da doença e só termina quando todas as lesões secam, as crostas caem e a pele cicatriza completamente. Esse processo costuma durar de duas a quatro semanas.
Sintomas
O período de incubação da mpox, tempo entre o contato com o vírus e o surgimento dos primeiros sinais, varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. O sintoma mais característico é a erupção cutânea, que pode ser plana ou levemente elevada, preenchida por líquido claro ou amarelado.
As lesões costumam se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem surgir em qualquer parte do corpo, incluindo mucosas (boca), órgãos genitais e ânus. Outros sintomas comuns incluem febre e calafrios, dor de cabeça, dores no corpo e fraqueza intensa.
As erupções geralmente aparecem de um a três dias após o início da febre, embora em alguns casos possam surgir antes da manifestação febril.

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Como se proteger da mpox?
A principal forma de prevenção é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.
Se o contato for inevitável, é obrigatório utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, máscara, avental e óculos de proteção, para reduzir o risco de transmissão.
As recomendações de higiene e isolamento incluem:
Isolamento imediato | Pessoas com suspeita da doença devem se isolar e não compartilhar objetos pessoais (toalhas, lençóis, talheres) até o fim do período de transmissão. |
| Higiene das mãos | Lavagem frequente com água e sabão ou uso de álcool em gel. |
| Desinfecção | Limpeza de superfícies e lavagem de roupas de cama e banho com água morna e detergente. |
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