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Com nova cepa da Covid-19, Anvisa determinou atualização das vacinas; entenda

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Vacina covid-19
Com nova cepa do Covid-19, a Anvisa publicou uma Instrução Normativa que prevê novas exigências para fabricação das vacinas.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou atualização das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A partir de agora, os imunizantes deverão ser produzidos com foco em uma única variante do vírus e conter a nova cepa predominante no país, a L.P.8.1 do SARS-CoV-2.

A decisão foi tomada durante a 4ª Reunião Pública da Diretoria Colegiada (Dicol) de 2026, realizada na manhã da última terça-feira (24), com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Anvisa no YouTube.

A estratégia é semelhante à utilizada em diversas vacinas, que são atualizadas periodicamente. Marcelo Camargo/Agência Brasil.

De acordo com o órgão, a medida tomada busca aumentar a proteção mais eficaz contra a atual cepa circulante no país.

Entenda o que muda com a atualização das vacinas

Publicada na seção 1 do Diário Oficial da União (DOU), a Instrução Normativa nº 429 determina que “as vacinas destinadas à prevenção da Covid-19 a serem comercializadas ou utilizadas no Brasil deverão estar em conformidade com o disposto nesta Instrução Normativa.”

Entre as principais mudanças está a exigência de que as produções das novas vacinas sejam monovalentes, ou seja, desenvolvidas especificamente contra a variante L.P.8.1.

Além disso, os fabricantes deverão atualizar os registros e processos produtivos para atender às novas regras.

Novas instruções para as produções das vacinas contra o Covid-19. Foto: Reprodução Diário Oficial da União.

Por sua vez, a atualização que não atender à determinação disposta no Art. 2º deverá ser apresentada à Anvisa por meio de protocolo específico que necessitará de, no mínimo, dados de produção, de estudos não clínicos da vacina e descrição dos dados de qualidade, imunogenicidade, segurança e eficácia.

A população precisa tomar nova dose?

As mudanças são somente designadas aos fabricantes, que prevê a atualização para as futuras doses, que serão produzidas a partir da nova instrução. Ou seja, quem já está vacinado não precisa se preocupar em se imunizar novamente neste momento.

Nova vacinação não será exigida, população deve continuar imunizada com as doses já recebidas. Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

Atualização das vacinas seguem evolução do vírus

A cepa L.P.8.1 tem se tornado, nos últimos meses, uma predominante no Brasil, o que levou a Anvisa a priorizar a proteção e atualizar as regras de produção.

Com o surgimento de novas variantes, ajustes periódicos nos imunizantes são considerados essenciais para manter a proteção da população. E segue o padrão adotado globalmente de adaptar vacinas conforme as variantes mais recentes em circulação.

O que acontece com as vacinas antigas

Doses de vacinas, que contenham a cepa JN.1, aprovadas e produzidas antes da nova Instrução Normativa não serão descartadas automaticamente. A Anvisa admitiu utilização das doses em até 9 meses contados a partir da data da nova publicação, exceto em casos de manifestação contrária da Agência.

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