Presentes fisicamente nas salas de aula, mas mentalmente preocupados com contas, boletos e cartões atrasados, milhares de universitários paulistas enfrentam uma crise financeira silenciosa. O endividamento entre estudantes deixou de ser um problema isolado e passou a afetar diretamente a permanência acadêmica, o desempenho e a saúde mental.
Uma pesquisa da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) revelou que 68,4% dos estudantes possuem dívidas ativas. O Índice de Fragilidade Econômico-Financeira dos Universitários Paulistas (IFEUP) alcançou 63,8 pontos, classificação considerada de “alta vulnerabilidade”. Além disso, 74,1% afirmaram não possuir reserva financeira.
O recém-lançado IFEUP (Índice Fecap de Endividamento Universitário Paulista) realizou o levantamento entre janeiro e março de 2026, com 3.248 entrevistas de alunos de instituições de ensino públicas e privadas.

Entre os principais gastos, está o transporte para as universidades.
Entre os principais resultados do estudo, estão:
- 68,4% possuem alguma dívida ativa;
- 41,7% atrasaram pagamentos nos últimos 12 meses;
- 37,2% têm duas ou mais dívidas simultâneas;
- 74,1% não possuem reserva emergencial;
- 61,5% relatam ansiedade financeira;
- 44% afirmam queda de concentração acadêmica;
- 19% já cogitaram trancar a graduação por razões financeiras.
Os dados mostram que o problema vai além de gastos supérfluos. Transporte, alimentação, internet e materiais acadêmicos estão entre os principais custos enfrentados pelos estudantes, muitos deles dependentes de estágios mal remunerados ou trabalhos informais. O cartão de crédito representa 46% das dívidas registradas.
Além disso, a desigualdade social também aparece nos números da pesquisa. Entre estudantes de baixa renda, o índice de endividamento chega a 77,2%, revelando que permanecer na universidade ainda é um desafio econômico para muitos jovens.
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