História do aprovado: medicina com o Prouni

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Segunda feira, é dia de que? História do aprovado e hoje vamos falar sobre medicina com o Prouni. 

Hoje vamos falar sobre a jornada de Thays Batista, estudante de medicina da Universidade Católica de Pernambuco. Thays está quase formada, esperando sair o CRM agora em abril.

Quem é essa quase médica?

Thays é da zona rural do estado da Paraíba, do município de Santa Cecília, uma pequena cidade com cerca de 20 mil habitantes. A mãe de Thays foi a sua primeira inspiração para cursar medicina. Dona Glorinha como é conhecida na sua comunidade, é técnica de enfermagem há 25 anos, e sempre trabalhou no posto de saúde da cidade em que Thays nasceu.

Dona Glorinha praticamente ajudou a fundar o posto de saúde da cidade, e como é a realidade de várias mães que trabalham, dona Glorinha não tinha com quem deixar Thays, e a levava para o trabalho, o posto de saúde.

Thays acompanhou a rotina de sua mãe, e ficou encantada como sua mãe ajudava as pessoas, por ser uma cidade da zona rural, o médico do posto só ia uma vez por semana, na ausência do médico, as pessoas procuravam dona Glorinha para se consultar, porém tinha coisas que só o médico podia resolver, ou receitar.

Isso fez total diferença na decisão de Thays fazer medicina, inclusive a área que ela quer seguir na medicina, é a atenção básica de saúde.

Thays vem de uma família grande, ela tem 10 irmãos, e é a primeira a entrar em uma universidade.

Agarrando as oportunidades e rede de apoio

Uma tia de Thays que morava em Fortaleza, viu o potencial dela e a levou para estudar lá, pagou os estudos em uma escola particular, assim Thays teve acesso a uma educação melhor do que tinha lá na sua cidade natal.

Porém, nem tudo são flores, por algumas divergências, Thays voltou para Santa Cecilia, e não se adaptou ao estilo de ensino das escolas de lá. Obstinada, foi para cidade vizinha que é um pouco maior, e conseguiu uma bolsa de estudos em um tradicional colégio particular.

Quando Thays terminou o ensino médio, resolveu ir para Recife e fazer cursinho preparatório para passar em medicina. Sua irmã Tamires, morava em Recife, acolheu Thays na sua casa, assim ela economizava com o aluguel.

Sou grata até hoje por Tamires ter me recebido e ter me ajudado nesse processo, e minha família é incrível, para ajudar com meus custos, cada um dos meus irmãos me davam 50 reais por mês, somos em 11, então era um valor massa para me custear em Recife, e ajudar a pagar meu cursinho preparatório, eu tentei uma bolsa integral, não rolou, mas consegui uma bolsa parcial, que já ajudava e muito.” Relata Thays.

Você vai fazer medicina?

A pergunta que Thays mais ouvia! As pessoas achavam uma loucura a escolha do curso dessa paraibana arretada.

Duvidavam da sua capacidade, por sua classe social, da cidade que morava, e por não ser a aluna mais aplicada.

“Essas falas me deixavam triste, às vezes ficava desestimulada, mas depois eu transformava esses sentimentos em força para continuar e conseguir realizar meu sonho.” Relatou Thays.

O choque de realidade 

Quando thays chegou em Recife e começou no cursinho, ela ficou espantada com o nível de ensino, e viu como o que ela aprendeu no ensino médio em outras escolas, não seria suficiente para que ela entrasse numa escola médica.

esse primeiro ano de cursinho foi muito difícil, eu tinha que acompanhar o conteúdo, mas não conseguia porque muita coisa não tinha visto e não tinha aprendido, e fiquei muito frustrada, cheguei até me questionar se realmente eu conseguiria passar em medicina”. afirmou Thays.

Para recuperar esse “tempo perdido” Thays, passava o dia todo no cursinho, estudando muito, resolvendo exercícios, e foi nesse ano que ela fez o Enem pela primeira vez, e sua nota foi 537.

Uma nota bem distante para passar em medicina, bateu a tristeza, bateu a frustração.

No ano seguinte, Thays tentou Enem novamente, fez 640 pontos, apesar da nota ter aumentado ainda não era suficiente para entrar numa escola médica.

eu ficava bem triste, duvidava de mim, cheguei a pensar em desistir, mas pensei: houve uma evolução de um ano para outro, então estou no caminho ceeto, minha hora vai chegar, vou continuar nessa caminhada até conseguir.” Afirmou Thays.

No terceiro ano de Enem, Thays ficou na casa dos 700 pontos, mas ainda não conseguia entrar na faculdade de medicina.

A chegada da glória 

Na sua quarta tentativa, já cansada, quase combalida, e sem esperança, Thays fez a pontuação necessária para entrar em medicina, e conseguiu uma bolsa de estudos pelo Prouni na universidade Católica de Pernambuco.

Thays entrou na faculdade de medicina aos 23 anos. Ao contrário do que as pessoas acham, que você tem que entrar em medicina de primeira, Thays está aqui para provar que isso não é verdade, e se você está acompanhando as histórias dos aprovados por aqui no portal, a grande maioria não passou de primeira.

Então medaholic, se inspira nessa história, continue no seu foco, tenha perseverança, cuide da sua saúde mental, sua hora vai chegar.

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