A patente do Ozempic (semaglutida), medicamento usado no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente utilizado para emagrecimento, chega ao fim nesta quinta-feira (20), no Brasil. Com isso, outras farmacêuticas vão poder produzir versões do remédio, o que deve aumentar a concorrência e impactar o preço do Ozempic nos próximos anos.
Apesar da expectativa, a queda no preço do Ozempic não deve ser imediata. Especialistas apontam que a redução tende a acontecer de forma gradual, à medida que novos produtos entram no mercado e obtêm aprovação regulatória.
Fim da patente do Ozempic abre mercado para concorrentes

O fim da patente do Ozempic encerra a exclusividade da fabricante Novo Nordisk sobre a semaglutida no Brasil. A partir de agora, outros laboratórios podem desenvolver medicamentos com o mesmo princípio ativo.
Esse movimento deve ampliar a oferta de tratamentos tanto para diabetes quanto para obesidade, áreas em que a demanda cresceu rapidamente nos últimos anos.
O interesse da indústria farmacêutica é alto, já que o Ozempic se tornou um dos medicamentos mais procurados globalmente, especialmente pelo uso associado à perda de peso.
Preço do Ozempic deve cair, mas de forma gradual
A expectativa de consumidores é de redução no preço do Ozempic, mas o impacto inicial deve ser limitado. Isso porque os primeiros produtos concorrentes tendem a ser versões similares e não genéricos que normalmente têm descontos menores.
Hoje, o custo mensal do tratamento com Ozempic pode variar entre cerca de R$ 800 e mais de R$ 1.500, dependendo da dosagem e da região.
Com a entrada progressiva de novos fabricantes, a tendência é de queda gradual nos preços, que pode se tornar mais significativa ao longo dos próximos anos, conforme a concorrência aumenta.
Quando chegam os genéricos do Ozempic

Mesmo com o fim da patente do Ozempic, os chamados “genéricos” não devem chegar imediatamente às farmácias.
Antes da comercialização, os medicamentos precisam ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo que envolve análise de eficácia, segurança e qualidade.
A previsão é que as primeiras versões concorrentes comecem a aparecer entre o final de 2026 e o início de 2027, dependendo da velocidade das aprovações e da capacidade de produção das empresas.
Mercado de semaglutida deve crescer com o fim da patente do Ozempic
O fim da patente do Ozempic marca uma nova etapa no mercado de medicamentos à base de semaglutida, considerado um dos mais promissores da indústria farmacêutica.
Com mais empresas disputando esse segmento, a tendência é de ampliação do acesso ao tratamento, ainda que sem mudanças bruscas no curto prazo.
Para pacientes e médicos, o cenário indica maior variedade de opções terapêuticas e, no longo prazo, preços mais acessíveis.
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