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Greve na USP: estudantes aprovam paralisação e aderem a movimento de servidores

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Alunos cobram melhorias no bandejão, inclusão de cotas, e denunciam problemas estruturais. Foto: Reprodução da internet

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A greve estudantil na Universidade de São Paulo foi aprovada em assembleia realizada no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, na Cidade Universitária, zona oeste da capital paulista. A decisão ocorreu nesta quarta-feira, 15, reunindo estudantes de diversos cursos em um ambiente marcado por mobilização. Durante o encontro, houve cantos de protesto e críticas diretas à reitoria.

Os alunos decidiram se somar à paralisação dos servidores técnico administrativos, ampliando o alcance do movimento dentro da universidade. O clima no campus foi de tensão e engajamento, com piquetes e manifestações em diferentes unidades. A repercussão foi imediata, com apoio de entidades estudantis e ampla circulação de conteúdos nas redes sociais.

Entre as principais pautas, os estudantes cobram melhorias no bandejão, com críticas à qualidade das refeições oferecidas. Também defendem a implementação de cotas para pessoas trans e a criação de um vestibular específico para indígenas. Além disso, cada unidade apresentou demandas próprias, ampliando a diversidade de reivindicações.

Outro ponto levantado pelos alunos são os problemas estruturais em prédios da universidade. Há denúncias sobre más condições em unidades como a Faculdade de Direito, incluindo falhas em paredes, tetos e banheiros.Estudantes também citam dificuldades enfrentadas em prédios históricos, que carecem de manutenção adequada.

Apesar da decisão do Diretório Central dos Estudantes, a adesão total ainda depende de cada curso. Os centros acadêmicos devem convocar assembleias próprias para definir se acompanham a paralisação. Até o momento, unidades como aFaculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design e a Escola de Artes, Ciências e Humanidades já aprovaram adesão.

Protesto dos funcionários ganham força. Foto- Reprodução da internet.

Greve em conjunto

A mobilização estudantil ocorre em paralelo à greve dos servidores, iniciada após a criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas.O benefício prevê bônus de até R$ 4.500 para docentes que desenvolvam projetos, com objetivo de retenção de talentos. A medida pode custar cerca de R$ 238 milhões por ano aos cofres da universidade.

Para os trabalhadores, o bônus exclusivo fere o princípio da isonomia dentro da instituição. Eles argumentam que o funcionamento da universidade depende da atuação conjunta entre professores e técnicos. A paralisação tem impactado atividades administrativas e laboratoriais em diferentes setores.

Os servidores também reivindicam a recomposição salarial das perdas acumuladas desde 2012, estimadas em 14,5%. A categoria defende que os recursos destinados ao bônus sejam redistribuídos, o que poderia gerar reajustes mais amplos.

Em resposta, a universidade informou investimentos de cerca de R$ 461 milhões em políticas de permanência estudantil. A gestão também afirma que acompanha a qualidade dos restaurantes universitários e propôs grupos de trabalho para discutir demandas. Mesmo assim, estudantes e servidores mantêm a paralisação e prometem continuidade nas mobilizações.

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