No último sábado (6), foi inaugurado o primeiro hospital de saúde indígena do Brasil, o Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami. Localizado na região de Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, a unidade atenderá cerca de 60 comunidades, beneficiando aproximadamente 10 mil indígenas.
A inauguração marca um avanço significativo na assistência à saúde dos povos originários, principalmente considerando os desafios enfrentados na região. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância do hospital. “A última construção aqui foi em 1992. Portanto, estamos trazendo a saúde da Terra Indígena Surucucu para o século XXI, com equipamentos modernos, melhores condições de trabalho para os profissionais e acolhimento digno para a população indígena”, declara.

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O projeto é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Saúde, a Central Única das Favelas (Cufa) e a organização Target Ruediger Nehberg Brasil. A obra, iniciada em agosto de 2024, contou com um investimento de aproximadamente R$ 29 milhões, sendo R$ 15 milhões destinados à construção e R$ 14 milhões ao custeio e manutenção das equipes.
A unidade possui mais de 1.300 m² de área construída, divididos em três blocos: um para alojamento dos profissionais de saúde, outro para atendimentos clínicos e um refeitório. Além disso, com capacidade para 120 pacientes e acompanhantes, o hospital saúde indígena está preparado para realizar atendimentos de urgência e emergência, consultas médicas, exames e tratamento de doenças prevalentes entre os Yanomami, como malária e desnutrição.
Impacto do hospital saúde indígena na saúde dos povos originários
A inauguração do hospital saúde indígena representa um marco na história da saúde pública brasileira, refletindo o compromisso do governo federal em promover a equidade no acesso à saúde para todos os cidadãos, independentemente de sua origem ou localização geográfica. A unidade reforça a presença do Estado em regiões isoladas e fortalece o cuidado integral com os povos indígenas, garantindo atenção contínua e adequada às suas necessidades.









