A paralisação de atividades em universidades públicas brasileiras já impacta mais de 915 mil estudantes em todo o país. Instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de mais de 50 universidades federais, enfrentam greves de diferentes categorias, com suspensão de aulas e interrupção de serviços essenciais em diversos campi.
Na USP, técnicos administrativos decidiram entrar em greve após a aprovação, pelo Conselho Universitário, de um bônus de R$ 4,5 mil destinado a professores envolvidos em projetos estratégicos. A categoria aponta a medida como fator de desigualdade interna e reivindica a incorporação de R$ 1,6 mil aos salários, além de mudanças nas regras de compensação de jornada.
Com a paralisação, aulas foram canceladas e serviços como restaurantes universitários e espaços culturais tiveram funcionamento interrompido. Em algumas unidades, estudantes organizaram mobilizações e bloquearam acessos a prédios, cobrando diálogo com a administração.

Paralisação generalizada
No âmbito federal, 51 universidades registram greve de técnicos administrativos, de acordo com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). A entidade afirma que acordos firmados após a paralisação de 2024 não foram cumpridos, o que motivou a nova mobilização. Instituições como: UFRJ, UFMG, UFRGS, UFBA, UFMT, UFJF, UFRN. A greve abrange cerca de 150 campi, incluindo a USP e a UERJ que possuem pautas locais de greve.
Além das aulas, a greve afeta diretamente serviços administrativos, funcionamento de restaurantes universitários e a liberação de bolsas estudantis em parte das instituições. O cenário evidencia a dimensão da crise no ensino superior público e o impacto direto na rotina acadêmica de milhares de estudantes brasileiros.












