Residência em Fisiatria: carreira, remuneração, atuação e mais!

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Fisiatria

Escrito por:

Karla Thyale Mota
Jornalista especialista em Educação Médica

A medicina física e reabilitação, também conhecida como Residência em Fisiatria, é uma especialidade médica que se dedica ao diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes com deficiências físicas, neurológicas ou musculoesqueléticas.

Seu principal objetivo é o alívio da dor e a recuperação das funções prejudicadas, ajudando a melhorar a qualidade de vida das pessoas que enfrentam limitações funcionais causadas por lesões, doenças ou condições crônicas.

A formação e especialização na fisiatria, por meio da residência médica, são fundamentais para quem deseja seguir essa carreira, garantindo o preparo adequado para lidar com uma ampla gama de problemas de saúde que afetam a mobilidade e a funcionalidade dos pacientes.

A especialidade envolve a avaliação, diagnóstico e tratamento de doenças incapacitantes e lesões que afetam o sistema musculoesquelético e neurológico.

Entre os principais focos da fisiatria estão a recuperação de pacientes que sofreram acidentes, sequelas de AVC, lesões ortopédicas ou condições como fibromialgia, bursite e tendinite.

O fisiatra adota abordagens não invasivas, incluindo terapias físicas, medicamentos e outras intervenções, sendo um elo essencial no tratamento de condições crônicas ou temporárias. Com seu trabalho, o fisiatra visa promover a reabilitação dos pacientes, permitindo o retorno à funcionalidade e à qualidade de vida.

Breve histórico

A fisiatria como especialidade médica surgiu na década de 1930, inicialmente voltada para o tratamento de distúrbios do sistema musculoesquelético e neurológico. Após a Segunda Guerra Mundial, a especialidade ganhou grande importância devido ao elevado número de soldados feridos, necessitando de tratamentos de reabilitação física.

Em 1947, a fisiatria foi reconhecida oficialmente como especialidade nos Estados Unidos, e em 1954, foi oficialmente reconhecida no Brasil, com a criação da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR). Desde então, a fisiatria tem evoluído, tornando-se um campo mais especializado e essencial no tratamento de deficiências e dor crônica.

Importância da fisiatria na medicina

A fisiatria é fundamental dentro da medicina, pois proporciona uma alternativa ao tratamento cirúrgico ou medicamentosos em diversas situações, ao focar no alívio da dor, melhora da mobilidade e recuperação das funções afetadas.

Além disso, a especialidade se destaca pelo tratamento holístico, considerando as necessidades físicas e emocionais dos pacientes. A atuação do fisiatra contribui significativamente para o bem-estar de pacientes com doenças crônicas, idosos, vítimas de acidentes ou que sofreram doenças incapacitantes como o AVC.

O que faz o especialista em fisiatria?

O fisiatra é um especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento de condições que afetam a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes. Entre as funções do fisiatra estão o alívio da dor, a reabilitação de lesões e o tratamento de doenças musculoesqueléticas e neurológicas.

Ele utiliza uma abordagem multidisciplinar, frequentemente trabalhando em conjunto com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros profissionais da saúde.

As condições tratadas pelo fisiatra incluem dores crônicas, lesões por esforço repetitivo, hérnia de disco, artrose, tendinite, fibromialgia e distúrbios neurológicos, como lesões medulares ou AVC.

Rotina da fisiatria

O dia a dia de um fisiatra pode variar bastante, dependendo do local onde ele atua. Se o fisiatra trabalha em um centro de reabilitação ou em consultório privado, ele geralmente segue um horário comercial, realizando atendimentos individuais.

Já o fisiatra que atua em hospitais ou unidades de cuidados intensivos pode ter uma rotina mais dinâmica, incluindo visitas a pacientes internados, acompanhamentos diários e interconsultas com outras especialidades médicas.

A rotina envolve principalmente a avaliação e o tratamento de pacientes, bem como o acompanhamento de sua evolução ao longo do tempo.

O fisiatra pode também ser responsável por programar terapias, prescrever exercícios, orientar sobre posturas adequadas e monitorar a recuperação dos pacientes após cirurgias ou lesões.

Dependendo da área de atuação, pode ser necessário coordenar equipes multiprofissionais e gerenciar o tratamento de pacientes com condições complexas.

A fisiatria envolve a avaliação, diagnóstico e tratamento de doenças e lesões que afetam o sistema musculoesquelético e neurológico.

Principais dificuldades do dia a dia

O dia a dia do fisiatra, embora gratificante, também pode envolver desafios. A gestão do tempo é uma das dificuldades mais comuns, já que muitos pacientes exigem acompanhamento constante.

Além disso, a necessidade de trabalhar em equipe exige habilidades de liderança e comunicação para coordenar diferentes profissionais da saúde.

Os casos complexos também são uma constante, e o fisiatra muitas vezes precisa lidar com situações onde o prognóstico do paciente pode ser incerto ou desafiador.

Residência médica em fisiatria

Acesso direto ou pré-requisito

A residência médica em fisiatria é de acesso direto, ou seja, qualquer médico que tenha concluído sua graduação pode ingressar no programa de residência sem a necessidade de uma especialização prévia.

A área oferece uma formação aprofundada, onde o residente aprende, na prática, a diagnosticar e tratar as condições mais complexas que afetam a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes.

Duração

A residência médica em fisiatria tem duração de três anos. Durante esse período, os residentes desenvolvem habilidades práticas e teóricas essenciais, com ênfase na reabilitação física, no tratamento da dor crônica e nas terapias não invasivas.

Os residentes também enfrentam a carga horária intensa de 60 horas semanais, o que proporciona uma imersão completa na especialidade.

Concorrência por vaga

Assim como outras residências médicas, a residência em fisiatria possui um processo seletivo concorrido. O número de vagas pode ser limitado e a concorrência entre os candidatos é alta.

É necessário um bom desempenho na prova de seleção, que testa os conhecimentos gerais de medicina e habilidades clínicas, para garantir uma vaga nos programas de residência de instituições reconhecidas.

Principais residências

No Brasil, diversas instituições oferecem a residência em fisiatria, muitas delas de reconhecido prestígio. Entre as principais instituições estão: 

Além de outras universidades e hospitais de grande porte. Os programas de residência variam em termos de abordagem, mas todos visam fornecer uma formação abrangente nas diversas áreas da Medicina Física e Reabilitação.

Remuneração do médico fisiatra

A remuneração de um médico fisiatra varia conforme a experiência, a região e a área de atuação. De acordo com dados atualizados do Portal Salário, um fisiatra recém-formado pode ganhar entre o piso salarial mínimo de R$ 10.352,17 e o teto salarial de R$ 18.314,65, dependendo da experiência e do local de trabalho.

O fisiatra pode atuar em hospitais, clínicas especializadas ou consultórios privados, com possibilidades de aumentar a remuneração conforme o tempo de experiência e a especialização em áreas como dor crônica ou neurofisiologia.

A maioria dos médicos trabalham como CLT ou PJ?

A maioria dos fisiatras no Brasil trabalha como profissionais autônomos (PJ) ou como empregados CLT em hospitais, clínicas e centros de reabilitação.

Embora o regime de contratação CLT ofereça maior segurança e benefícios, o modelo PJ é popular, pois permite maior flexibilidade de horário e uma remuneração mais alta, dependendo do volume de pacientes atendidos.

Conselhos para quem quer ser especialista em fisiatria

  1. Desenvolva Empatia e Sensibilidade: A fisiatria exige uma abordagem muito humana. O fisiatra precisa ser empático e sensível às necessidades do paciente, muitas vezes lidando com casos de dor crônica e limitações físicas severas.
  2. Busque Especializações: Após a residência, considere buscar uma subespecialização em áreas como dor crônica ou neurofisiologia. Isso pode aumentar suas perspectivas de carreira e sua remuneração.
  3. Invista em Comunicação e Liderança: Se você almeja trabalhar em centros de reabilitação ou hospitais, será fundamental desenvolver habilidades de comunicação e liderança para gerenciar equipes multidisciplinares.

A residência médica em fisiatria oferece uma formação desafiadora e recompensadora, focada no alívio da dor e reabilitação de pacientes. A especialidade tem um mercado promissor, com boas opções de atuação e salários competitivos, especialmente para profissionais experientes. A residência é o primeiro passo para se tornar um especialista altamente capacitado. A fisiatria é essencial no cuidado à saúde, especialmente em reabilitação.

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