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Vacinas contra câncer avançam em pesquisas britânicas e Brasil entra no radar para colaboração

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vacinas contra câncer
Pesquisas britânicas em vacinas contra o câncer evoluem rapidamente e busca parcerias para avanço. O Brasil pode integrar os próximos testes clínicos.

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Na última semana, pesquisadores da Universidade de Oxford visitaram o Brasil em busca de colaboração com instituições brasileiras para avanços clínicos nas vacinas contra câncer, que já se mostram capazes de serem testadas em humanos.

A pesquisa conta com vacinas para tratamento em pessoas que têm a doença e estudos preventivos. Entre elas, uma já está habilitada para testes em humanos: a vacina contra o câncer de pulmão.

Enquanto isso, outro imunizante, voltado a tumores associados ao vírus Epstein-Barr (EBV), relacionado ao aparecimento de cerca de 200 mil casos de câncer por ano, deve seguir avançando nos estudos. Pesquisadores de Oxford buscam colaboração para este, principalmente com países que têm maior tendência a certos tipos de câncer.

Colaborações nas vacinas contra câncer

O encontro com os pesquisadores aconteceu em um workshop promovido pelo único centro de Câncer no país, o A.C. Camargo Center Cancer, que discutiu colaborações relacionadas a imunoterapia, inteligência artificial (IA) e ensaios clínicos.

Durante o evento, além dos especialistas britânicos, representantes de hospitais e do Ministério da saúde também se mostraram presentes.

Inteligência artificial no centro do desenvolvimento

A inteligência artificial tem papel central nesse avanço científico. Ferramentas baseadas em IA são utilizadas para identificar alvos tumorais com maior precisão, além de acelerar o desenvolvimento dos imunizantes.

De acordo com o pesquisador Lennard Lee, os modelos computacionais vêm sendo treinados com dados de dezenas de tipos de tumor em busca de prever quais devem ser incluídos nas vacinas. Assim, cientistas podem desenvolver vacinas mais precisas e até personalizadas.

Vacinas britânicas contra o câncer evoluem rapidamente e busca parcerias para avanço. Foto: Reprodução.

Projetos mais avançados

Entre os projetos apresentados, alguns se destacam pelo estágio avançado de desenvolvimento junto com o potencial de impacto global.

Vacina contra tumores ligados ao vírus Epstein-Barr (EBV)

Um dos estudos mais avançados é focado no vírus Epstein-Barr (EBV), associado a mais de 200 mil casos de câncer por ano e presente em mais de 90% da população mundial. De acordo com a pesquisadora Carol Leung, a vacina já concluiu a fase pré-clínica, com os testes em laboratório e animais, e deve seguir para estudos em humanos.

LungVax: vacina contra o câncer de pulmão

Outro estudo promissor é o da vacina preventiva contra o câncer de pulmão, a LungVax, que iniciou 2026 pronta para ser testada em humanos. Ela busca treinar o sistema imune para reconhecer células em estágios iniciais.

Vacina para síndrome de Lynch

Também em desenvolvimento, a vacina preventiva para a Síndrome de Lynch é destinada para pessoas com alto risco genético de câncer, como o de colorretal, de endométrio e outros tipos de câncer digestivos.

Outros projetos em andamento

Além dos já citados, as pesquisas também incluem imunizantes em desenvolvimento para câncer de ovário, trato gastrointestinal, mieloma e mama. Este último com estudos que incluem casos ligados ao gene BRCA1 que, quando mutado, aumenta o risco de vários tipos de câncer.

Tipos de vacinas contra o câncer

Segundo o professor de imunologia e diretor do Centro de Imuno-oncologia de Oxford, Tim Elliott, afirmou que além das vacinas para tratamento, o estudo também deseja avançar em vacinas de interceptação, para impedir surgimento da doença.

Diante disso, atualmente, o avanço das pesquisas permitem dividir os estudos das vacinas em aplicações distintas:

VACINAS TERAPÊUTICAS  VACINAS PREVENTIVAS (OU DE INTERCEPTAÇÃO)  
Indicadas para pacientes que já têm câncer, ajudando a estimular o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células tumorais  Voltadas para indivíduos com alto risco, buscam impedir desenvolvimento antes mesmo de seu surgimento  

Brasil em foco para colaboração

Presidente da A.C. Camargo Cancer center junto com os pesquisadores britânicos. Foto: Reprodução.

O Brasil se apresenta como um dos principais países candidatos para integrar os próximos ciclos de testes clínicos, com uso de biobancos, ensaios clínicos e desenvolvimento de tecnologias que incluem modelos de IA.

A colaboração com os pesquisadores de Oxford busca garantir, ainda, que as vacinas tenham custo acessível e aplicações em países de média e baixa renda.

E, embora os próprios pesquisadores ressaltem as fases iniciais dos estudos e os desafios presentes, a expectativa dos cientistas é que novas tecnologias possam auxiliar no desenvolvimento das vacinas contra o câncer.

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