A obesidade afeta cerca de 41 milhões de adultos no Brasil. Segundo o The World Factbook, publicação anual do governo dos Estados Unidos que classifica os países por taxa de prevalência da doença, o Brasil ocupa a 81ª posição entre 191 países.
Para combater o avanço da doença em um cenário de lançamentos de novos medicamentos voltados ao seu tratamento, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) publicou nesta terça-feira (31) a nova Diretriz de Tratamento Farmacológico da Obesidade 2026, o primeiro documento a estabelecer parâmetros para a prescrição desses medicamentos no país.
O documento reúne 32 recomendações organizadas em quatro níveis de classificação para orientar médicos no momento da prescrição.
Como funciona a diretriz
Os quatro níveis vão do verde ao vermelho. O verde indica os casos com maior nível de evidências científicas que embasam a prescrição. O amarelo sinaliza evidências conflitantes ou divergência de opinião sobre a eficácia do tratamento. O laranja aponta evidências menos consolidadas na literatura médica. Já o vermelho classifica a prescrição como não recomendada e possivelmente prejudicial à saúde do paciente.
Das 32 recomendações, 13 receberam classificação verde, 6 amarela, 10 laranja e 3 vermelha. Uma das principais indica o uso de medicamentos para pacientes com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, ou para aqueles que apresentam doenças associadas à obesidade, como diabetes e problemas cardiovasculares.

A ABESO elaborou a diretriz com a participação de 22 endocrinologistas, uma nutricionista especialista em metabologia e quatro clínicos gerais. Os 27 membros do grupo revisaram a versão final do documento em duas ocasiões, garantindo coerência, qualidade e consenso no conteúdo.
Ampliação nas recomendações
A nova diretriz amplia os casos em que medicamentos como semaglutida, liraglutida e dulaglutida, popularizados pelo uso em canetas aplicadoras, podem ser prescritos. O documento também abre espaço para um tratamento mais individualizado, com base nas características físicas de cada paciente.
Apesar da ampliação, especialistas alertam que a abordagem mais recomendada ainda combina medicação com mudanças no estilo de vida.
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