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Anvisa proíbe canetas emagrecedoras a base de Gluconex e Tirzedral no Brasil

Anvisa proibiu a comercialização das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral no Brasil. A medida atinge tanto a venda quanto a divulgação em redes sociais.
A medida preventiva atinge tanto a venda física quanto a divulgação em veículos de comunicação e redes sociais.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização e o uso das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral no Brasil. A decisão, publicada nesta terça-feira (14/4), determina a apreensão imediata desses produtos em todo o território nacional.

A medida preventiva atinge tanto a venda física quanto a divulgação em veículos de comunicação e redes sociais. Segundo a agência, os produtos não possuem registro, notificação ou qualquer cadastro oficial que autorize sua circulação no país.

Riscos das canetas emagrecedoras de origem desconhecida

As marcas Gluconex e Tirzedral são versões irregulares da tirzepatida, princípio ativo utilizado em tratamentos contra a obesidade. Esses itens circulam frequentemente em mercados paralelos e são trazidos ilegalmente do Paraguai para o Brasil.

A Anvisa alerta que não existe garantia sobre a composição ou qualidade desses medicamentos injetáveis. Como a fabricante é desconhecida, o uso dessas substâncias representa um risco alto à saúde dos pacientes.

O órgão sanitário reforça que ninguém deve utilizar esses produtos sob qualquer hipótese. A ausência de fiscalização na produção impede saber se o conteúdo dentro das canetas corresponde ao que é anunciado nas embalagens.

Leia mais: Anvisa determina apreensão de canetas emagrecedoras irregulares; veja quais são

Fiscalização contra o mercado ilegal de medicamentos

A proibição ocorre em um momento de cerco fechado contra o tráfico de remédios. Recentemente, a Polícia Civil interceptou um ônibus vindo de Foz do Iguaçu com mil frascos de tirzepatida ilegal, avaliados em cerca de R$ 150 mil.

No Brasil, a substância tirzepatida possui patente válida até 2036. Isso significa que apenas a empresa detentora dos direitos pode fabricar e comercializar remédios com esse composto de forma legal e segura.

Qualquer outra marca que ofereça essa substância sem o devido registro é considerada falsificada. A venda desses itens é crime e pode resultar em penas de até 15 anos de prisão para os envolvidos.

Como agir em caso de identificação dos produtos

Os profissionais de saúde e os consumidores devem denunciar a presença dessas marcas no mercado. A orientação é entrar em contato com a Vigilância Sanitária local ou utilizar os canais oficiais de atendimento da Anvisa.

A agência mantém o monitoramento constante sobre as promessas de emagrecimento rápido que ignoram as normas de segurança. O cuidado deve ser redobrado com anúncios de importação direta, que muitas vezes burlam as regras de importação de medicamentos.

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