A Associação Paulista de Medicina (APM) defende que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) contribua para melhorar a qualidade do ensino e garantir a segurança dos pacientes. Para a entidade, a avaliação dos estudantes deve ser acompanhada de fiscalização efetiva das instituições.
Na primeira edição do exame, 99 faculdades tiveram desempenho insatisfatório e foram alvo de supervisão do Ministério da Educação (MEC).
O presidente da APM, Dr. Antonio José Gonçalves, considera que o exame ainda precisa passar por etapas de aprimoramento para alcançar seus objetivos.
“Estamos considerando esta apenas a primeira etapa de muitas que deverão vir até chegarmos num formato final que realmente garanta uma formação médica de qualidade e uma assistência à população minimamente aceitável”, afirma.
O dirigente também defende que os resultados levem à correção das deficiências identificadas nas instituições.
“O exame precisa produzir resultados concretos. Instituições com desempenho insatisfatório devem corrigir suas deficiências. A qualidade da formação médica não pode ficar em segundo plano diante da expansão de cursos e vagas”, ressalta Gonçalves.
Senado aprova obrigatoriedade do Enamed

O Senado Federal aprovou, na noite desta quinta-feira (15), a medida provisória que torna o exame requisito para exercer a Medicina no Brasil. A proposta segue para sanção presidencial e prevê que a exigência seja aplicada aos novos ingressantes no curso de Medicina.
A medida foi publicada em junho pelo Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Ministério da Saúde, e tinha validade prevista até sexta-feira (16). O senador Camilo Santana (PT-CE) foi o relator da proposta no Senado e presidiu a comissão mista responsável por sua análise.
📲 As principais notícias do dia na sua caixa de entrada! Se inscreva na Newsletter da MEM

































