História do Aprovado – Larissa Cardoso

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Estrelando a história do aprovado de hoje Larissa Cardoso, 24 anos, médica formada pela Universidade Federal de Sergipe.

A glória chegou para Larissa, e em breve vai chegar para você também, medaholic.

Na entrevista com Larissa, fugimos um pouco da regra, o bate papo começou falando sobre saúde mental. Fiz um comentário sobre a calma dessa médica, e ela rebateu:

“Que nada, sou bem agitada, porém a terapia me ajuda muito a manter essa calma.”

E é por esse típico que começamos a história do aprovado, a importância da saúde mental para vestibulandos, estudantes de medicina, e médicos formados, como é o caso de Larissa.

 

Saúde mental

“Acho imprescindível fazer terapia, não só para quem está formado, mas para toda comunidade, para quem está no ensino médio, para quem está na faculdade de medicina, creio que a terapia ajuda muito a lidar com a cobrança e a pressão da aprovação, e todas as outras coisas que envolvem esse universo.

Durante a faculdade de medicina, passamos vários perrengues, é bem agitado, pela rotina de aulas, conteúdo, ter aquela responsabilidade de ser um bom médico, e isso muitas vezes pode mexer com seu equilíbrio emocional e te afastar do seu objetivo, e você pode se tornar uma pessoa que você não gostaria, e tentar o equilíbrio em todas as áreas, vale ressaltar que a vida, o mundo não é sobre medicina, é uma parte importante, mas é o todo.” disse Larissa para o historia do aprovado.

 

Médica na prática

Pegando o gancho do tópico anterior em que Larissa fala sobre saúde mental, entramos no âmbito de Larissa, médica. Hoje ela trabalha com Atenção Básica de Saúde, e ressaltou um ponto importante, como desempenhar o profissionalismo e não absorver tanto tudo que ela vê diariamente nos seus atendimentos.

“Somos seres humanos, a partir do momento em que a dor do outro não te incomodar, há algo de errado. Temos compaixão, empatia, pelos problemas que outras pessoas, no meu caso, meus pacientes, estão passando. 

A terapia me ajuda a equilibrar isso, o que eu posso fazer por essa pessoa? Como posso amenizar seu sofrimento, como posso melhorar, ajudar em determinada situação. E como ser humano, e profissional de saúde é necessário entender que nem sempre será possível, eu posso dar o meu melhor, porém tem coisas que fogem do meu profissionalismo e do meu querer. 

Médicos não são Deuses, nem sempre a cura é possível, temos conhecimento, literatura a nosso favor, mas nem sempre podemos curar, claro que gostaríamos, mas nem sempre é possível, o que podemos fazer é aliviar dores, sofrimento, dar conforto, consolo, tentar melhorar aquela vida de alguma maneira.”

 

Me formei e agora?

“Quando me formei, pensei: Estou formada, e agora? O que eu vou fazer? Existe um mundo de possibilidades na área da medicina. Porém é complicado você decidir ali o que de fato você quer seguir. 

Acho que as universidades não direcionam tanto o aluno para formar uma carreira, eles formam médicos, mas não nos ajudam o necessário para pensar no futuro.

Eu saí da faculdade sabendo que queria trabalhar com atenção primária, foi uma área que me encantou muito durante meu período de internato.

E no mercado de trabalho não faltam oportunidades, sempre tem chamado para plantão, principalmente entre meus colegas, somos uma turma unida, e sempre indicamos ou informamos quando surgem vagas de trabalho.

Plantão ou Residência?

“Fica aquela dúvida, vou ganhar dinheiro agora, ou vou continuar estudando? Para quem não sabe a residência é tipo outro vestibular, você tem que estudar muito para passar na prova de residência, porque é uma coisa bem mais específica.

Então para entrar na residência, você precisa diminuir o ritmo de trabalho para conseguir entrar no processo seletivo da residência. E outras coisas acompanham esse processo, por exemplo:

  • Vou fazer na minha cidade natal?
  • Vou ter que me mudar?
  • Tenho como me sustentar?
  • O valor da bolsa da residência é bem menor do que ganhamos nos plantões.

Tudo isso precisa ser analisado, quem tem suporte financeiro, ótimo, no meu caso, eu tenho que colocar na balança tudo isso, avaliar financeiramente, quem sabe não volto para outra entrevista contando minha história do aprovado na residência.

Nós terminamos a faculdade, mas outros projetos se iniciam, a medicina é um ciclo.”

 

Como escolhi a medicina?

“Eu não sabia o que fazer até o 3º ano do ensino médio, eu flertava com engenharia, passei inclusive no 2º ano, no Enem, e minha nota foi boa para passar em engenharia, cheguei a pedir a minha mãe para me emancipar, ela não concordou, claro, e ainda bem que não concordou, porque no terceiro ano eu vi que não queria engenharia.

Porém, eu não sabia o que queria fazer, e isso me incomodava um pouco, então mudei meu foco, ao invés de pensar no curso que eu queria fazer, me joguei nos estudos, dei o meu melhor para conseguir tirar uma boa nota no Enem, e a partir daí escolher meu curso.

E na época eu que fiz o Enem, não tinha peso, a nota era calculada pela média aritmética.

Fui flertando com outros cursos, como direito, arquitetura, fui pesquisando outras áreas. Saiu a nota do Enem, e com a nota eu poderia escolher o curso que queria fazer. Cheguei a colocar direito como minha opção, mas um dia anterior à matrícula do Sisu, eu mudei do nada para medicina. E aqui estou, formada, essa é a minha história do aprovado.”

 

Veja a entrevista completa. 

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