História do aprovado: medicina na Argentina

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Rhayssa Andrade, estudante de medicina da Fundación Barceló, Argentina.

Olá medaholic, tudo bem com você? Agora temos uma novidade aqui no Blog, toda segunda-feira vamos contar a história do aprovado.

O que é isso melhores escolas médicas?

Vamos contar para você a história que pode ser a sua daqui há algum tempo. O relato de quem passou em medicina. É difícil passar em medicina? sim! Mas não é impossível, medicina é para todes.

E por falar em medicina para todes, quem vai estrear nossa série é Rhayssa Andrade, sergipana, 31 anos, advogada, mãe, esposa, empresária e estudante do 3° ano do curso de medicina da Fundación Barceló, na Argentina.

Além de largar a antiga profissão, ela mudou de país e foi seguir o sonho de adolescência: ser médica.

Sonho do passado e agora o presente de Rhayssa

Medicina sempre foi um sonho para Rhayssa, porém pela dificuldade de passar em medicina no Brasil, esse sonho ficou de lado, e ela se jogou no mundo das leis, formou-se em direito, tirou a OAB, tudo como mandava o figurino. Mesmo atuando pouco como advogada, exercia a função e ainda dividia o tempo como empresária. Multifacetada né? com certeza!

A ex advogada e atual estudante de medicina nunca tentou entrar numa escola médica no Brasil, e explica o porquê:

“Para passar em medicina no Brasil, você tem que viver para isso, muito difícil entrar numa universidade pública pela concorrência, e pagar uma faculdade particular estava fora de cogitação, pelo valor da mensalidade que é muito caro”.

Mudando do avesso para estudar medicina

Aos 28 anos resolveu parar tudo e tentar medicina, incialmente resolveu fazer medicina no exterior pelo imediatismo, ela não tinha paciência de tentar aqui, pela alta concorrência, e ela não queria perder tempo.

Sem contar que ela não estava realizada profissionalmente, e ressaltou:

“A advocacia nunca me realizou como estou realizada agora, mesmo na categoria de estudante de medicina, estou muito feliz com tudo o que estou aprendendo, com as possibilidades que esse curso pode me proporcionar o que posso realizar sendo médica, e não é só uma questão de retorno financeiro, mas de fazer diferença na vida das pessoas e da sociedade”.

A gata obstinada queria realização profissional e o resgate do sonho de adolescência, então começou a pesquisar sobre estudar no exterior e as possibilidades que ela teria com essa experiência. Outro ponto que culminou em fazer medicina no exterior é que na Argentina, lugar onde ela estuda e reside atualmente, não tem vestibular, o processo seletivo para entrar

numa escola médica é diferente, esse processo é prévio, chama-se pregrado, é uma pré-graduação, você só entra na faculdade de medicina se passar nesse processo. Rhayssa ressalta que  o “pregrado” é muito difícil, ela conhece pessoas que estão há mais de anos nesse processo, e não conseguem passar, pela complexidade.

Mas aí você pode perguntar: se é difícil e não tem vestibular, o que é diferente do Brasil e por quê vale a pena?

Nessa pré graduação, para passar depende de você, do seu esforço, não de números de vagas e nem dos concorrentes, ou seja, não tem essa pressão se você vai conseguir vaga. Vaga tem, o que precisa é do seu desempenho, sem concorrência.

A duração do pregrado depende da faculdade, na Barceló existem 4 possibilidades:

  • 1 ano;
  • 7 meses;
  • 4 meses;
  • 2 anos (nessa opção, caso você seja aprovado, você já entra no segundo ano do curso de medicina).

Médico em qualquer lugar no mundo

Para os médicos formados na Argentina, existe um acordo de cooperação com a Espanha (um dos melhores lugares na Europa para estudar e atuar como médico), e o diploma de médico argentino é revalidado automaticamente no consulado espanhol.

Além disso a faculdade que Rhayssa estuda, Fundación Barceló, tem convênio com países como Alemanha e França que também facilitam a revalidação do diploma.

outro ponto que influenciou Rhayssa a se jogar no mundo e cursar medicina na Argentina, é o reconhecimento do curso mundialmente. Ela estuda com dois indicados ao prêmio Nobel.

“No brasil existem professores, médicos, vários profissionais excelentes, porém esse processo de prêmios e reconhecimento é muito moroso, o que não ocorre aqui. É gratificante estudar com pessoas que estejam sendo reconhecidas dessa maneira.” Afirmou Rayssa.

Custo de vida e expansão cultural

Assim como em qualquer lugar no mundo, o custo de vida de buenos aires vai depender do que você procura, de como é o seu estilo de vida. Onde vai morar, qual o nível de conforto, entre outras coisas, porém o custo de vida lá chega a ser mais barato que no Brasil.

Somando aluguel, mensalidade da faculdade, supermercado, gastos fixos, Rhayssa gasta por mês equivalente a mensalidade de uma faculdade de medicina aqui no Brasil, lembrando que ela mora com o marido e a filha.

Conviver com pessoas de todos os lugares do mundo, contanto com diferentes culturas, uma melhor qualidade de vida, foram pontos que também fizeram a diferença na decisão de estudar medicina no exterior.

Desafios de estudar medicina no exterior 

O maior desafio de estudar fora é o idioma, ter que se adaptar a nova realidade, por mais que já soubesse um pouco de espanhol (idioma falado na argentina), lidar com essa língua foi impactante. Ter que acompanhar as aulas do curso em espanhol, e na velocidade que os professores falavam, e fora do âmbito escolar, com as outras pessoas, no cotidiano.

Porém há muita paciência por parte dos professores, na turma dela dos 65 alunos, 60 são brasileiros, então há a empatia em relação a dificuldade da língua.

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