As mensalidades das faculdades particulares devem registrar nova queda em 2026, completando uma década consecutiva de redução nos preços. O dado chama atenção porque vai na contramão de diversos setores da economia, que acumularam aumento nos últimos anos.
Segundo levantamento da Hoper Educação, as mensalidades dos cursos presenciais tiveram queda real de 4,3%, enquanto cursos de ensino a distância (EAD) registraram redução de 1,8% em 2026.
O que explica a queda das mensalidades?
Entre os principais fatores para esse movimento estão a diminuição do financiamento estudantil após as mudanças no Fies, a queda das matrículas presenciais, o crescimento acelerado do EAD e o aumento da concorrência entre instituições privadas.
Nos últimos anos, as instituições passaram a disputar um número menor de estudantes no ensino presencial, adotando estratégias de descontos e condições especiais para atrair novos alunos. Ao mesmo tempo, a expansão do ensino a distância ampliou a oferta de vagas e tornou o mercado ainda mais competitivo.
EAD e novo marco regulatório
O avanço da educação a distância foi um dos principais responsáveis por transformar o mercado. Com custos operacionais menores, os cursos EAD conseguem oferecer mensalidades mais baixas, pressionando as instituições a reajustarem seus preços para permanecer competitivas.
Agora, o setor acompanha a implementação do novo marco regulatório do EAD, que estabelece mais atividades presenciais e restrições para alguns cursos. A expectativa é que as mudanças tragam impactos graduais até 2027, podendo influenciar os custos das instituições e os valores cobrados dos estudantes.
O que esperar dos próximos anos?
Para quem pretende ingressar no ensino superior, o cenário segue favorável, com ampla oferta de vagas e mensalidades mais acessíveis. A expectativa é de crescimento no número de universitários, principalmente em cursos híbridos e a distância, enquanto áreas que exigem mais atividades práticas poderão sentir de forma mais intensa os efeitos das novas regras do setor.
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