Na próxima terça-feira (10), às 17h, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizará uma audiência pública em Brasília para debater os resultados do Enamed 2025. A reunião busca analisar as consequências das notas insuficientes obtidas por diversos cursos de medicina. Nos dados do exame divulgados em janeiro, 107 universidades tiraram notas 1 ou 2.
A reunião foi solicitada pela deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), que ressaltou que esses dados precisam de uma análise técnica e clara da comissão.
“Esses dados demandam análise técnica e transparente da comissão, com foco nos impactos sobre a segurança do paciente, a qualidade do cuidado, a organização da força de trabalho e a efetividade das políticas públicas de saúde”, afirma a parlamentar.

O que será debatido?
O foco principal será debater como transformar os resultados do Enamed em medidas concretas para fiscalizar e melhorar os cursos de medicina.
Entre os temas que devem ser analisados estão os critérios de supervisão das faculdades, os prazos para que instituições com baixo desempenho façam ajustes e o direito de defesa dessas universidades.
Outro ponto que pode gerar debate é a proposta de criar um exame de proficiência obrigatório para médicos, que seria exigido para o exercício da profissão. O tema já está em discussão no Senado Federal.
Além disso, a comissão pretende analisar por que algumas instituições têm desempenho melhor que outras. Para isso, serão avaliados fatores como a infraestrutura dos cursos, a qualidade do internato e a quantidade de campos de prática disponíveis para os estudantes.
Durante o debate, também devem ser apresentados exemplos de cursos que têm bons resultados, que poderão servir de referência para outras instituições.
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Dados do Enamed 2025
Os números que motivaram a reunião na Câmara são referentes aos dados do Enamed divulgados em janeiro de 2026, em que mais de 30% dos cursos de medicina obtiveram resultados insuficientes.
Embora a maior parte dos concluintes tenham alcançado desempenho satisfatório, a existência de uma parcela expressiva de cursos com notas insatisfatórias ligou um sinal de alerta.
Como consequência desses baixos resultados, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que as faculdades mal avaliadas sofrerão penalidades, que vão variar de acordo com a gravidade da nota.
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