No início dos cursos de Medicina, os professores detinham toda a autonomia das salas de aula, focados no ensino médico tradicional onde ele era o centro, expondo disciplinas totalmente teóricas. As aulas eram realizadas assim: professores falavam durante todo o tempo da disciplina e a única função do estudante era aprender a teoria para poder reproduzi-la nas provas.
Com o avanço das tecnologias e das metodologias, a educação médica brasileira vem buscando mudar esse cenário. Através de referências internacionais, como a formação de médicos ofertada na Holanda, o Brasil vive uma nova era das metodologias voltadas para a aprendizagem: agora o foco não está mais no professor, mas sim na vivência que o futuro médico pode ter ainda enquanto aluno.
Uma das maiores referências internacionais desse método de ensino fica na Holanda, especificamente na Universidade de Maastricht. E para ver a implementação dessa metodologia inovadora no país não é preciso ir para grandes centros urbanos como São Paulo. No Nordeste do país, especificamente no estado da Paraíba, o Centro Universitário Unifacisa trabalha com essa metodologia de ensino.
Em parceria direta, as duas instituições trabalharam para desenvolver uma metodologia ativa baseada na autonomia, no pensamento crítico e na integração entre teoria e prática desde os primeiros momentos do estudante no curso. Nela, diferente do modo tradicional de se ensinar Medicina, o estudante está no centro do aprendizado e é parte fundamental do curso.
Metodologia com foco no estudante de Medicina
Aprender a teoria é importante, isso é algo indiscutível. Mas a formação em Medicina exige muito mais do que apenas decorar conceitos ou medicamentos. Estar imerso em processos e atividades que auxiliem na compreensão e na criação de repertórios de atuação para serem trabalhados em toda a sua vida profissional é tão importante quanto saber explicar cada situação teoricamente. Ao ter contato com diferentes cenários e situações, o futuro médico consegue reconhecer padrões, organizar informações e construir sua autonomia ainda enquanto aluno. Ele se torna o centro da preocupação, podendo aprender com mais precisão, se desafiar sem receio e consertar suas decisões para um futuro profissional promissor.
Segundo um dos coordenadores do curso de Medicina da Unifacisa, Dr. Antônio Henriques, essa metodologia possibilita que o aluno, desde o primeiro dia de aula, atue nas várias frentes da Medicina.
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Integração entre teoria e prática
A integração entre o ensino teórico e prático no curso de Medicina da Unifacisa acontece através do uso de metodologias ativas, como a desenvolvida em parceria com a Universidade de Maastricht, através de um currículo estruturado com atividades que aproximam a vivência acadêmica da rotina médica.
No curso de Medicina, essa integração acontece por meio do Hospital de Ensino e Laboratórios de Pesquisa (HELP), inaugurado em 2023, e da clínica-escola da instituição. Com esses dois centros de atuação, o aluno aprende além da formação técnica. De acordo com o Dr. Antônio Henriques, a experiência em um ambiente hospitalar como o HELP ajuda o futuro médico a desenvolver o compromisso profissional e ético com a profissão.
Segundo Dr. Guilherme Veras, que também é coordenador do curso de Medicina, a clínica-escola é uma das maneiras de possibilitar ao aluno proximidade com o público que irá atender quando se formar.
“A clínica-escola consegue atender a sua comunidade, trazendo as queixas e os problemas dessa comunidade para que o nosso aluno, ao se deparar com ela, consiga ter uma percepção real. É o momento em que o nosso aluno consegue se inserir na saúde pública como ela é”, destaca.
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Impacto no futuro
A aprendizagem por meio desse tipo de metodologia impacta significativamente no futuro do profissional. Ao expor o estudante em situações que evidenciam o seu protagonismo, fortaleça sua autonomia e a capacidade de aplicar seus conhecimentos em cenários reais, a instituição promove a preparação de um profissional mais crítico e mais engajado com os desafios clínicos.
Um dos fatores mais importantes que vem com a metodologia holandesa é o desenvolvimento do espírito de trabalho em equipe, uma vez que a medicina não é uma profissão que se realiza de maneira isolada. Aprender a colaborar com outros profissionais e ter chances de discussões em grupo para aprimorar uma escuta ativa e clareza na apresentação de ideias é essencial para todo futuro médico.
Além disso, a reflexão sobre casos e simulações aumenta a retenção do estudo dos estudantes, aumentando também a sua capacidade de lidar com situações complexas. Na Unifacisa, o estudante assume papel ativo e protagonista em seu processo de formação.
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