A redação do Enem é uma das etapas mais importantes do exame e pode fazer a diferença na nota final dos participantes. Além de apresentar uma boa argumentação e respeitar a estrutura do texto dissertativo argumentativo, os candidatos precisam demonstrar domínio da norma padrão da língua portuguesa. Nesse contexto, o uso de determinadas palavras e expressões pode prejudicar a avaliação e até resultar em perda de pontos.
Conheça os erros mais comuns na redação
- Expressões de oralidade
Entre os erros mais comuns estão as marcas da linguagem oral. Expressões como “aí” e “daí”, frequentemente utilizadas na fala para indicar sequência de fatos ou consequências, não são recomendadas em textos formais.
Embora sejam compreendidas pelos leitores, elas aproximam a redação da oralidade e podem transmitir uma impressão de informalidade. Nesses casos, conectivos como “portanto”, “assim”, “desse modo” e “consequentemente” são opções mais adequadas.
- Excesso de conectivo
Outro problema recorrente é a repetição excessiva da conjunção “e“. Embora não seja incorreto utilizá-la, o uso frequente pode tornar o texto repetitivo e limitar a variedade de recursos argumentativos.
Para construir uma redação mais elaborada, é importante diversificar os conectivos, empregando expressões como “além disso”, “ademais”, “bem como” e “outrossim”, quando o contexto permitir.
- Interjeição não combina com a prova
As interjeições também devem ficar de fora da redação. Palavras como “ah”, “oh”, “ufa”, “nossa” e “poxa” carregam forte carga emocional e não contribuem para a construção de uma argumentação objetiva. Da mesma forma, o uso constante da palavra “então” para indicar conclusão ou consequência pode empobrecer a coesão textual. O ideal é optar por conectivos mais formais e variados.
A impessoalidade é outra característica valorizada pela banca corretora. Por esse motivo, o candidato deve evitar o uso de pronomes como “eu”, “meu”, “você” e “seu”. A proposta da redação exige que os argumentos sejam apresentados de maneira objetiva, sem relatos pessoais ou diálogo direto com o leitor.

Palavras como essas podem derrubar sua nota no Enem 2026.
- Evite o uso de Gírias
Também não são recomendadas expressões típicas da linguagem cotidiana, como “pra”, “pro”, “tá” e “tô”. Em textos formais, a preferência deve ser pelas formas completas das palavras, como “para”, “está” e “estou”. O mesmo vale para abreviações comuns nas redes sociais e aplicativos de mensagens, como “vc”, “pq”, “tbm”, “blz” e “kkk”, que são incompatíveis com a proposta da prova.
- Cuidado com as afirmações generalistas
Outro cuidado importante envolve o uso de generalizações. Termos como “todos”, “ninguém”, “sempre” e “nunca” podem enfraquecer a argumentação por apresentarem afirmações absolutas que nem sempre podem ser comprovadas. Expressões mais precisas, como “parte da população”, “em muitos casos” e “frequentemente”, ajudam a tornar o texto mais equilibrado e consistente.
- Ditados populares não combinam com redação dissertativa
Ditados populares também devem ser evitados. Apesar de fazerem parte da cultura brasileira, expressões como “água mole em pedra dura” ou “quem não arrisca não petisca” não contribuem para a formalidade exigida pela redação do Enem e podem dar ao texto um tom inadequado para o gênero solicitado.
Além disso, cuidado com o uso excessivo de palavras consideradas “difíceis” apenas com a intenção de impressionar os corretores. O emprego inadequado de termos complexos pode gerar erros de sentido e comprometer a clareza do texto. Mais importante do que utilizar um vocabulário sofisticado é garantir que as palavras escolhidas sejam empregadas corretamente e contribuam para a compreensão das ideias apresentadas.
Em uma prova em que a competência linguística é constantemente avaliada, a atenção à escolha das palavras pode ser decisiva. Evitar marcas da oralidade, manter a formalidade e construir argumentos claros e bem fundamentados são atitudes que ajudam o candidato a produzir uma redação mais consistente e aumentar suas chances de conquistar uma boa nota no Enem.
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