A derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 provocou uma onda de ataques contra brasileiros que vivem no país. Estudantes relataram ter recebido ameaças de morte e linchamento, além da divulgação de dados pessoais nas redes sociais, após comemorarem o título espanhol ou publicarem mensagens sobre o resultado da decisão.
Entre os casos está o de uma estudante brasileira (que preferiu não ser identificada) de medicina que mora em Buenos Aires há quatro anos. Depois de torcer pela Espanha durante a final, ela passou a receber mensagens como “vamos te matar”, “que te violem” e ameaças de agressão física. Com medo, a jovem afirmou que deixou de sair de casa e passou a evitar expor sua rotina nas redes sociais.
Outros estudantes brasileiros afirmam que tiveram fotos, nomes e perfis pessoais compartilhados por torcedores argentinos, acompanhados de incentivos para que fossem encontrados em universidades e espaços públicos. Também houve relatos de ofensas xenófobas, racistas e intimidações direcionadas a brasileiros residentes no país.
O clima de hostilidade surgiu logo após a decisão do Mundial, vencida pela Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina. A rivalidade histórica entre brasileiros e argentinos extrapolou o ambiente esportivo e ganhou força nas redes sociais, onde grupos de torcedores passaram a atacar quem comemorou a derrota da seleção argentina.
O episódio reacende o debate sobre os limites da rivalidade no futebol e os impactos da violência digital. O que começou como provocações pela derrota em campo rapidamente se transformou em uma escalada de intimidação contra brasileiros que vivem na Argentina, gerando preocupação com a segurança da comunidade no país.
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