O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi alvo de um ataque cibernético que resultou na extração de dados de pacientes. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 7 de outubro para investigar a atuação de um grupo suspeito de realizar os ataques.
Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após uma instituição comunicar à corporação que havia sido vítima de um ataque cibernético em julho, que resultou na extração de dados sensíveis. De posse das informações, os suspeitos teriam passado a exigir pagamento da instituição.
Durante a operação, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um de prisão temporária em Joinville, Santa Catarina. As medidas foram expedidas pela Vara Regional das Garantias de São Paulo.
De acordo com a PF, o investigado alvo das medidas teria atuado como facilitador da extração dos dados pelo grupo criminoso.
“Os fatos investigados podem caracterizar os crimes de invasão de dispositivo informático e extorsão, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações”, divulgou a PF.
Einstein informa que pacientes afetados estão sendo comunicados por e-mail

Em nota ao portal Melhores Escolas Médicas, o Hospital Israelita Albert Einstein confirmou o ataque, mas informou que não identificou evidências de divulgação ou uso indevido dos dados acessados.
Segundo a instituição, as medidas adotadas buscam reduzir esses riscos, e o monitoramento de segurança permanece ativo.
O hospital afirmou que as plataformas e os sistemas de prontuário eletrônico continuaram funcionando normalmente, sem impactos na assistência aos pacientes, na segurança dos atendimentos ou na continuidade das operações.
A instituição ainda informou que os pacientes afetados estão sendo comunicados individualmente por e-mail. Também foi estruturada uma equipe para atender os titulares e esclarecer dúvidas sobre o incidente.
📲 As principais notícias do dia na sua caixa de entrada! Se inscreva na Newsletter da MEM
Dados acessados podem incluir informações de saúde
Segundo o Einstein, a apuração está concentrada na identificação e na caracterização dos dados acessados, armazenados de forma fragmentada e em bases descentralizadas. Parte do material corresponde a documentos avulsos, muitos deles sem possibilidade de identificação.
As informações podem incluir registros cadastrais, como nome, CPF e data de nascimento, além de dados de saúde, como prescrições médicas e resultados de exames.
📖 Leia também: Entre os melhores do mundo, hospitais brasileiros investem em cursos de Medicina
Caso foi comunicado à ANPD e à Polícia Federal
O hospital informou que a apuração conta com o apoio de peritos independentes e consultorias especializadas em segurança da informação e resposta a incidentes cibernéticos.
Segundo a instituição, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada sobre o caso . Além disso, a ocorrência foi levada à Polícia Federal, que conduz a investigação.
O hospital informou ainda que está reavaliando suas medidas de segurança para proteger os dados dos pacientes e reduzir o risco de novos acessos não autorizados.






























