Avaliar profissionais da área da saúde é uma tarefa complexa e exige muito cuidado. Diferentemente de outros segmentos, um erro em uma prova aplicada num processo seletivo ou durante a formação acadêmica pode impactar diretamente a qualidade do atendimento prestado à população.
Por isso, concursos, seleções para graduação, precisam ir além da cobrança de conteúdo teórico. É fundamental avaliar competências e habilidades essenciais em nível do ensino médio e em internato e residência, o raciocínio clínico, tomada de decisão e capacidade de priorizar riscos, com foco na segurança do paciente deve ser a tônica.
A ciência por trás da questão
A elaboração de uma prova de qualidade não é algo simples ou automático. Ela envolve método, critérios claros e responsabilidade institucional.
Segundo a professora Itana Pinheiro Marques, diretora técnica da AIETEC – Instituto Consultec:

“A elaboração de provas não pode, nem deve, ser tratada como atividade meramente operacional. Trata-se de um processo técnico-científico que articula competências profissionais, critérios claros e, acima de tudo, a segurança do paciente e a legitimidade do certame”.
Ou seja, uma boa avaliação precisa ser planejada com base científica, garantindo que o resultado seja justo, confiável e alinhado às exigências da prática em saúde.

Como são formadas as bancas examinadoras?
Um dos diferenciais da AIETEC está na forma como organiza e gerencia suas bancas examinadoras. A escolha dos avaliadores não se limita ao currículo acadêmico. Também são considerados critérios como experiência prática, ausência de conflitos de interesse e preparo para avaliar com imparcialidade.
A professora Itana reforça que dominar um tema não significa, automaticamente, saber avaliar bem:
“Afiançamos que ser um especialista médico não é suficiente para elaborar boas provas. A formação de uma banca com respaldo técnico e treinamento contínuo é o que reduz riscos e garante a consistência entre os examinadores, assegurando que o instrumento seja, de fato, válido e confiável”.
Inovar com responsabilidade
Na avaliação em saúde, inovar não significa criar pegadinhas ou questões excessivamente difíceis. A AIETEC defende que a prova deve refletir situações reais da prática profissional.
Por isso, os itens são construídos com base em cenários plausíveis, protocolos reconhecidos e decisões clínicas defensáveis. O foco é medir competências reais, e não confundir o candidato.
Entre as práticas adotadas estão:
- Questões baseadas em situações-problema do cotidiano assistencial;
- Enunciados claros e objetivos, voltados à conduta ética e segura;
- Revisão por pares e rastreabilidade das questões, reduzindo riscos jurídicos.
O impacto social da avaliação
Quando uma Instituição de Ensino Superior investe em processos seletivos bem estruturados, contribui diretamente para a formação de turmas de alunos capazes de se tornar profissionais mais preparados e responsáveis.
Durante o curso, além das avaliações teóricas as avaliações práticas, por exemplo, permitem observar habilidades essenciais como comunicação com o paciente, postura ética e segurança na tomada de decisões em tempo real.
Ao final, a diretora técnica da AIETEC resume o propósito desse trabalho:
“As instituições que investem nesses pilares de rigor e transparência contribuem para uma formação acadêmica superior e, consequentemente, para uma prestação de serviços de saúde mais qualificada à sociedade. No fim, nosso trabalho técnico é, essencialmente, um ato de cuidar de vidas”.





