Durante a live de divulgação do balanço do segundo dia do Enem 2025, o ministro da Eduaçãção, Camilo Santana, informou algumas mudanças na aplicação do Enem 2026 como a ampliação do exame para outros países. O ministro anunciou que estuda aplicar o Enem para estrangeiros em países do Mercosul, o que gerou forte reação entre estudantes brasileiros que temem impacto na concorrência e questionam prioridades do governo.
A possibilidade foi levantada pelo ministro Camilo Santana e prevê a realização da prova, em português, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai a partir de 2026, caso os estudos sejam concluídos até março do próximo ano.
O que diz o MEC sobre o Enem para estrangeiros
Segundo o ministro, a proposta permitiria que brasileiros residentes no exterior e também estrangeiros dos países vizinhos realizassem o exame fora do território nacional. Hoje, o Enem só é aplicado no Brasil e pode ser utilizado para ingresso em universidades públicas, privadas e programas como Sisu, Prouni e Fies.

Camilo Santana afirmou que ainda não há definição sobre o custo da operação internacional, tampouco se haverá ampliação de vagas nas instituições brasileiras caso o Enem para estrangeiros seja implementado. O ministro também não detalhou logística, estrutura de aplicação, critérios de segurança ou possíveis impactos nos processos seletivos.
Por que o MEC cogita expandir o Enem para estrangeiros
Durante reuniões do Mercosul, Camilo relatou ter recebido pedidos para facilitar a mobilidade acadêmica de estudantes da região. A proposta, segundo ele, está no campo exploratório e não representa decisão final do governo. A intenção é avaliar cenários e possibilidades de integração educacional entre os países do bloco.
A proposta desencadeou forte repercussão nas redes sociais. A maior parte das críticas se concentrou na falta de vagas no ensino superior brasileiro e no receio de aumento da concorrência caso o Enem para estrangeiros avance. As manifestações se organizaram em quatro principais eixos:
Estudantes afirmaram que o país enfrenta dificuldades para atender sua própria demanda interna. Uma usuária declarou: “Não tem vaga nem para o brasileiro. O governo parece mais preocupado com a aparência fora do país do que com a educação dentro dele.” Outra estudante reforçou: “Um absurdo criar vagas para estrangeiros, tem que ter vaga para os nossos jovens, isso sim.”


Houve quem interpretasse a iniciativa como uma tentativa de buscar prestígio internacional. Um outro comentário de um estudante destacou: “Olha, não sei o que querem e onde querem chegar com essas mudanças. Já têm poucas vagas e poucas perspectivas.”

A preocupação com a disputa por vagas também ocupou grande espaço no debate. Um estudante escreveu: “Já não basta competir com os filhos de papai do Brasil, agora teremos que competir com os filhos de papai da Argentina, Uruguai e Paraguai.” Outro acrescentou: “Já existe uma grande concorrência no Brasil e com pouquíssimas vagas. Não faz sentido.”
No entanto, é importante contextualizar: a realização do Enem para estrangeiros não garante acesso automático a vagas, bolsas ou financiamentos etapas que dependem de editais, regras específicas e disponibilidade orçamentária.
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Pontos que o governo ainda não respondeu
O MEC não esclareceu até o momento:
1- Se haverá ampliação de vagas nas universidades públicas.
2- Se o Sisu, o Prouni ou o Fies sofreriam alterações.
3- Qual seria o custo total para aplicar o Enem em outros países.
4- Se haverá parceria financeira com governos estrangeiros.
5- Como será a logística de aplicação, fiscalização e segurança.
Essas lacunas ajudam a explicar a intensidade da repercussão envolvendo o tema do Enem para estrangeiros.
O que muda para quem vai fazer o Enem
Hoje, a aplicação do Enem ocorre exclusivamente no Brasil. A nota pode ser usada para:
- Sisu (universidades públicas)
- Prouni (bolsas em instituições privadas)
- Fies (financiamento estudantil)
- Processos seletivos próprios de universidades privadas
Caso o Enem para estrangeiros seja adotado, isso não significa automaticamente que haverá mais vagas, mudanças no Sisu ou impacto direto nos processos seletivos pontos que ainda dependem de definição do MEC.
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