Qual a diferença do método PBL para o método TBL?

MEM Responde
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Já faz algum tempo que aprender sentado em uma carteira, na sala de aula, ouvindo o professor falar e fazendo anotações não é mais a realidade em muitas Faculdades de Medicina. Pensando em oferecer uma aprendizagem mais assertiva, muitas instituições começaram a aplicar métodos ativos de ensino, entre eles o Problem Based Learning (PBL) e o Team-Based Learning (TBL). Neste post, o MEM responde qual a diferença do método PBL para o método TBL.

Cada método possui suas particularidades, mas, em comum, há o fato de que ambos conduzem a aprendizagem a partir da resolução de problemas. Dessa forma, o professor assume um papel de tutor e o trabalho em equipe é priorizado. Nesse sentido, o aluno é continuamente estimulado a buscar as respostas e desenvolver habilidades necessárias para o exercício da profissão.

Ou seja, durante a formação o aluno fica autônomo e busca soluções para as questões do dia a dia. Assim, ele passa a ter acesso a um conhecimento mais estruturado e fica mais flexível para resolver os problemas, assim como vai ser na rotina médica.

O que fica evidente é que a aprendizagem nesses métodos é formatada de maneira construtiva em que as reflexões e interações dos alunos são de imensa importância para formação do conhecimento e, consequentemente, qualificação profissional de cada futuro médico.

Diferença do método PBL para o método TBL

Os métodos ativos o alunos é o protagonista da geração do conhecimento e o professor é o gestor do aprendizado. Em ambos, as aulas são baseadas em estudos de casos. Mas qual a diferença do método PBL para o método TBL? Confira a seguir:

No PBL, em vez da primeira etapa ser constituída pela transmissão do conteúdo, o professor oferece um problema. Na segunda, o aluno deve identificar qual conteúdo precisa aprender para resolvê-lo. Na terceira, ele estuda e aplica o que foi aprendido na resolução do problema.

A função do professor é atuar como facilitador de discussões, e não transmissor do conhecimento. Nesse sentido, ele não deve direcionar seus alunos a um caminho específico, mas oferecê-los suporte para que encontrem esse caminho com autonomia.

Já o TBL, é estruturado da seguinte forma: Não há aula expositiva nesse método. Primeiro, o aluno recebe todo o material didático e orientações para estudo antes da classe. No dia, a aula começa com uma avaliação individual, para que o estudante faça uma auto-avaliação da compreensão do assunto. Em seguida, monta-se o grupo e a prova é refeita. Nessa etapa há argumentações entre os alunos, para chegar a uma conclusão comum, que todos os membros concordem ser a correta.

É importante enfatizar que durante todo o processo o professor está junto com a turma, tirando dúvidas e coordenando as discussões. No final, se houver alguma lacuna específica, aí sim o professor faz uma breve exposição, apenas nivelar o entendimento da turma como um todo.

Pesquisas apontam que na maioria das vivências, o desempenho da classe vai superar a performance do melhor aluno isoladamente. Ou seja, esses são métodos com eficácia comprovada e que tendem a se difundir, ainda mais, pelas Escolas Médicas pelos próximos anos.

E aí? Entendeu a diferença do método PBL para o método TBL? Comente aqui o que você acha desse método, curta e compartilhe este post, medaholic!

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