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Ministério da Saúde prorroga atuação de médicos especialistas até 2027

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médicos especialistas
Medida mantém cerca de 2 mil profissionais do Mais Médicos Especialistas nos municípios até a publicação de novo edital.

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O Ministério da Saúde prorrogou até fevereiro de 2027 a permanência dos médicos do primeiro ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). A medida mantém cerca de 2 mil profissionais em atuação nos municípios enquanto o governo prepara um novo edital, previsto para dezembro de 2026.

O projeto faz parte do programa Agora Tem Especialistas e tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias, principalmente em regiões com déficit de profissionais.

Dos médicos que passaram pelo programa, 52% atuam no interior do país e cerca de 500 são anestesiologistas, especialidade essencial para a realização de procedimentos cirúrgicos.

Atualmente, 1.480 médicos estão em atividade, enquanto outros 451 chegaram nesta semana por meio do terceiro ciclo do projeto.

O projeto faz parte do Agora Tem Especialistas, programa do Ministério da Saúde para ampliar o acesso à atenção especializada no SUS. (Imagem: Reprodução/Gov.br)

Especialistas ampliam oferta de atendimentos

Segundo o Ministério da Saúde, a presença dos especialistas contribuiu para aumentar a realização de procedimentos e reduzir a espera por atendimento.

Em Patos de Minas (MG), por exemplo, o número de ultrassonografias mamárias passou de 52 para 344 exames, um aumento de 565%. Em Bocaiúva (MG), as endoscopias subiram de 17 para 104 procedimentos.

Em Vilhena (RO), as cirurgias passaram de 350 para 1.054. Já em Lagarto (SE), a chegada de um especialista possibilitou a realização de cerca de 84 ecocardiografias por mês. Em Caicó (RN), mais de 72 ultrassonografias mamárias passaram a ser realizadas mensalmente, serviço que não estava disponível anteriormente.

Prorrogação não é automática

Médicos contratados pelo edital nº 03/2025, com contratos que venceriam em setembro, precisam cumprir requisitos de aprimoramento, serviço e situação administrativa, além de manifestar interesse em permanecer e obter aprovação dos gestores locais.

Para o Ministério da Saúde, a permanência dos profissionais também preserva os investimentos já realizados em formação e ajuda a manter serviços especializados em regiões onde já existem equipamentos, mas faltam médicos.

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