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Prática na Medicina: Saiba como as atividades fora da sala de aula auxiliam na carreira

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Pesquisa, extensão e ligas acadêmicas desenvolvem habilidades práticas e comportamentais valorizadas pelo mercado de trabalho.

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A formação em Medicina não se resume a livros, laboratórios e estágios obrigatórios. Hoje, o mercado de trabalho e os processos seletivos buscam profissionais que saibam lidar com pessoas e acompanhar as transformações tecnológicas. Então, é aí que entram as atividades extracurriculares. Projetos de pesquisa, ações na comunidade, monitorias e ligas acadêmicas preparam o estudante para os desafios da carreira antes mesmo da entrega do diploma.


Segundo a professora do curso de Medicina do Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita), Soraya Barbosa, a vivência fora da sala de aula ensina o que a teoria sozinha não consegue suprir. “Essas atividades permitem que os estudantes desenvolvam competências que vão além do conhecimento técnico. Elas favorecem habilidades como liderança, trabalho em equipe, comunicação, criatividade e resolução de problemas”, afirma a docente.

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Adaptação à tecnologia e ao mercado

Para a professora, a experiência prática ajuda o futuro médico a usar a tecnologia com senso crítico no dia a dia. “No cenário atual, marcado pelo avanço da inteligência artificial e pelas transformações tecnológicas, essas experiências tornam-se ainda mais relevantes. O mercado valoriza profissionais capazes de utilizar novas tecnologias de forma crítica e ética, interpretar informações, inovar e adaptar-se a diferentes contextos”, destaca.

O mercado de trabalho valoriza atividades extracurriculares, assim colocando em vantagem aqueles que vivenciam a prática em diferentes contextos. Imagem: Asces-Unita.

Prática real e formação acadêmica

Cada atividade traz um ganho diferente para o futuro médico. A iniciação científica estimula o pensamento crítico e a análise de dados. Já a extensão aproxima o estudante do dia a dia dos serviços de saúde e das reais necessidades da população. “O maior valor está na formação integral do estudante. O que realmente faz diferença é a bagagem adquirida ao lidar com desafios reais, conviver com diferentes pessoas e aprender a aplicar conhecimentos em situações concretas. As atividades extracurriculares não devem ser vistas apenas como um item a mais no currículo, mas como uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional”, avalia a docente.

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O perigo de acumular certificados

Apesar das vantagens para a carreira, a orientação para os estudantes é focar no planejamento de tempo. O objetivo é evitar que os projetos virem uma sobrecarga e atrapalhem as matérias obrigatórias da graduação.
“O estudante deve buscar equilíbrio. As atividades extracurriculares devem complementar o aprendizado em sala de aula e não competir com ele. É importante priorizar uma base teórica sólida e escolher projetos alinhados aos objetivos profissionais. Mais importante do que acumular certificados é participar de experiências que proporcionem um aprendizado significativo”, conclui Soraya Barbosa.

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