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Unicamp negocia criação de curso de Medicina em Piracicaba; entenda

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A Universidade confirmou que as tratativas estão em andamento, mas ainda não há prazo para início do curso ou definição sobre número de vagas. Foto: Portal Unicamp

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A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), informou na última semana que está em processo as negociações para disponibilizar um curso de Medicina público e gratuito em Piracicaba (SP).

A confirmação da negociação veio à tona durante uma reunião realizada em 9 de setembro, com representantes do Governo de São Paulo, da Universidade de São Paulo (USP) e da própria Unicamp, com o intuito de tratar sobre a criação do Distrito de Inovação de Piracicaba.

A diretora do campus em Piracicaba, Karina Gonzales Silvério, afirmou que a criação do curso de Medicina na cidade, assim como de outros cursos de graduação, depende da efetivação do projeto de autarquização da área de saúde da universidade e por esse motivo, até o momento, ainda não há prazo para o início do curso nem número de vagas definido.

Foto: Agência Brasil

O que falta para o curso sair do papel?

A criação de novos cursos depende da autarquização da área da saúde, que consiste em um processo de transformar um complexo hospitalar ou serviço de saúde, geralmente vinculado a universidades públicas, em uma autarquia, que por sua vez, é uma entidade da administração pública com autonomia.

Segundo a universidade, o avanço do projeto poderá liberar recursos para ampliar a oferta de cursos de graduação, incluindo Medicina. Por enquanto, a única certeza é que está sendo negociada a possibilidade da aplicação do projeto.

Distrito de Inovação de Piracicaba

O intuito da reunião teve como objetivo discutir sobre o projeto que já está em andamento: o Distrito de Inovação de Piracicaba. Que se trata de uma área urbana planejada, que concentra empresas, startups, universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de impulsionar a inovação, o desenvolvimento tecnológico e a economia criativa.

De acordo com a administração do projeto, para concluí-lo necessita de uma lei estadual que estabeleça requisitos sobre organizações âncoras, uma área definida, plano de implantação e prestação de contas anual. Depois disso, o planejamento pode ser aceito pelo Estado.

Os próximos passos da administração incluem a definição da governança e do plano de implantação do distrito. A prefeitura também prevê encaminhar à Câmara Municipal, em outubro, um projeto de lei relacionado à iniciativa.

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