Os profissionais da saúde que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais do Rio de Janeiro passaram a contar com um novo recurso de segurança para enfrentar situações de violência no ambiente de trabalho. O chamado “botão de pânico” começou a ser instalado nas unidades e poderá ser acionado em casos de ameaça, agressão física ou qualquer situação de risco envolvendo trabalhadores da rede.
A iniciativa integra a Lei nº 11.070/2025, sancionada pelo Governo do Estado em dezembro do ano passado, e busca responder ao aumento dos casos de violência registrados contra profissionais da saúde, especialmente nas unidades públicas de atendimento.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a primeira etapa da implantação do sistema já foi concluída. A pasta trabalha agora na finalização dos protocolos de resposta em parceria com a Secretaria de Estado de Polícia Militar e outros órgãos de segurança pública.
.webp)
Como funciona o botão de pânico
O botão de pânico não é um dispositivo físico, mas um mecanismo integrado ao sistema informatizado das unidades. Quando acionado por um profissional, um alerta é enviado automaticamente ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), responsável por coordenar as operações da Polícia Militar no estado.
Ao mesmo tempo, a equipe de segurança interna da unidade recebe a notificação, juntamente com a localização exata da ocorrência. A medida tem como objetivo agilizar o atendimento das forças de segurança e reduzir o tempo de resposta em situações de emergência.
De acordo com o governo estadual, os custos de implementação são financiados por recursos da Secretaria de Estado de Saúde e do Fundo Estadual de Saúde (FES).
Violência recorrente
A criação do mecanismo ocorre em meio a um cenário de frequentes episódios de violência contra trabalhadores da saúde. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais relatam enfrentar ameaças, agressões verbais e até ataques físicos durante o exercício da profissão.
Dados do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) apontam que episódios de violência contra médicos ocorrem regularmente no estado, sendo a maior parte das ocorrências registrada na rede pública de saúde. Mulheres também aparecem entre as principais vítimas desses casos.
.webp)
Medida busca ampliar proteção nas unidades
A expectativa é que o novo sistema funcione como uma ferramenta de proteção e prevenção, oferecendo mais segurança para os profissionais que atuam na linha de frente do atendimento à população.
Além das UPAs, a legislação prevê que mecanismos semelhantes possam ser utilizados em outras unidades de saúde da rede estadual, incluindo hospitais, clínicas e serviços conveniados, desde que haja regulamentação específica para sua implementação.
A Secretaria de Estado de Saúde ainda não informou quantos acionamentos foram registrados desde o início da instalação do sistema, mas destaca que a medida representa um avanço nas políticas de proteção aos trabalhadores da saúde no estado.
📲 As principais notícias do dia na sua caixa de entrada! Se inscreva na Newsletter da MEM

























