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Adenocarcinoma pulmonar: veja sintomas do câncer diagnosticado no Papa Leão XIV

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Papa Leão 14 foi diagnosticado com câncer de pulmão chamado de adenocarcinoma pulmonar
Entenda o tipo de câncer diagnosticado no papa Leão XIV, sintomas e os tratamentos. Imagem: Alberto PIZZOLI/AFP.

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O papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão, nesta terça-feira (13). A confirmação foi divulgada pelo Vaticano após uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão direito, realizada no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, na Itália.

Segundo o boletim médico da Santa Sé, o procedimento foi bem-sucedido, durou aproximadamente 90 minutos e não apresentou complicações. Durante a operação, os médicos removeram o lobo inferior do pulmão direito do pontífice, de 71 anos.

Leão XIV havia anunciado, no domingo (11), durante a oração do Angelus, que seria submetido à cirurgia. Na ocasião, informou que o nódulo havia sido identificado durante exames médicos, em uma fase muito inicial e com localização bem delimitada.

A previsão inicial é de que o papa permaneça internado por cerca de uma semana. As audiências e os compromissos públicos foram cancelados até 20 de outubro, conforme as informações divulgadas sobre sua recuperação.

O que é adenocarcinoma pulmonar?

O adenocarcinoma pulmonar é um tipo de câncer que se desenvolve nas células glandulares do pulmão, responsáveis pela produção de substâncias como o muco. Ele faz parte do grupo dos cânceres de pulmão de células não pequenas e é considerado o subtipo mais comum da doença.

Segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de pulmão registrou aproximadamente 2,5 milhões de novos casos no mundo em 2022, tornando-se o tipo de câncer mais diagnosticado globalmente naquele ano. No Brasil, mais de 35 mil casos por ano são diagnosticados, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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Embora o tabagismo seja um dos principais fatores de risco, o adenocarcinoma pulmonar também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram. Entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença estão:

  • Exposição à fumaça do tabaco, inclusive de forma passiva,
  • Poluição , ao radônio e a determinadas substâncias ocupacionais, como amianto e sílica.
  • Doenças pulmonares crônicas e predisposição genética também podem contribuir para o risco.

Adenocarcinoma pulmonar tem cura?

O adenocarcinoma pulmonar pode ter tratamento com intenção curativa, especialmente quando identificado em estágio inicial e ainda está localizado no pulmão. No entanto, as possibilidades de cura dependem do estágio da doença, das características do tumor e da existência ou não de disseminação para outras regiões do organismo.

A avaliação da extensão do câncer depende de exames complementares, incluindo a análise do tecido removido e, quando indicado, dos linfonodos. Esses resultados ajudam a equipe médica a estabelecer o estágio da doença e a definir os próximos passos do tratamento.

Sintomas de adenocarcinoma pulmonar

Os sintomas comuns do câncer de pulmão incluem:

  • Tosse persistente;
  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Tossir sangue (hemoptise);
  • Fadiga;
  • Perda de peso sem causa conhecida;
  • Infecções pulmonares recorrentes.

Os sintomas iniciais podem ser leves ou ignorados, sendo considerados problemas respiratórios comuns, o que leva a um diagnóstico tardio.

Tratamento adenocarcinoma pulmonar

Papa Leão XIV a caminho do hospital para retirada de nódulo. Foto: Alberto PIZZOLI / AFP

O tratamento varia conforme o estágio do câncer, a localização do tumor e as condições clínicas do paciente. Quando a doença está localizada e pode ser removida cirurgicamente, a cirurgia é uma das principais opções terapêuticas.

Em determinadas situações, o tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo, que atuam sobre características específicas das células tumorais. A indicação depende dos resultados dos exames, do risco de recorrência e da avaliação da equipe médica.

No caso de Leão XIV, o boletim divulgado pelo Vaticano confirmou o sucesso da cirurgia e a ausência de complicações imediatas. A definição sobre os próximos passos deve considerar a avaliação médica e os resultados dos exames posteriores.

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