Estudantes de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (9), no Campus I, em João Pessoa. O motivo da manifestação é o atraso no calendário acadêmico, que tem causado superlotação nas etapas de internato.
De acordo com os alunos, o protesto, que foi iniciado por volta das 6h em frente ao Centro de Ciências Médicas da UFPB, foi motivado devido às medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19.
Justificativa dos estudantes
Os alunos explicam que as disciplinas práticas suspensas na pandemia desorganizaram o fluxo, fazendo com que a graduação, prevista para seis anos, se estenda por até sete anos e meio.
Atualmente, a UFPB exige 3.795 horas nesta etapa, mas os estudantes propõem uma redução para 2.865 horas.
Além disso, os alunos reforçam que a proposta já tem o aval da Reitoria, mas ainda aguarda aprovação nos departamentos acadêmicos para que as mudanças ocorram ainda no primeiro semestre de 2026.

Posição da UFPB
O portal Melhores Escolas Médicas entrou em contato com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para obter um posicionamento oficial sobre o protesto realizado pelos estudantes de medicina.
Em resposta, a instituição informou que a manifestação está relacionada a uma situação interna do departamento e afirmou que a Reitoria está acompanhando o caso e se mostrou sensível às demandas apresentadas pelos alunos.
De acordo com a universidade, uma reunião com representantes dos estudantes está marcada para quarta-feira, às 10h, para discutir o tema.
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Sobre o internato na medicina
O internato é a fase final do curso de Medicina, equivalente ao estágio curricular obrigatório, onde o estudante deixa a sala de aula teórica para atuar diretamente em hospitais e unidades de saúde, sob supervisão.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Medicina, o internato deve ocupar, no mínimo, 35% da carga horária total do curso.
Como a carga mínima total para Medicina é de 7.200 horas, o internato deve ter ao menos 2.520 horas.
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