Na última quarta-feira (29), estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) realizaram um protesto contra o programa “Experiência HCFMUSP na Prática”.
Segundo os alunos, o projeto comercializa vagas de estágio por R$ 8.450 para que alunos de instituições privadas possam estagiar no Hospital das Clínicas (HC) e no Hospital Universitário (HU).
Em meio à intensificação das greves na instituição, estudantes e profissionais da universidade organizaram uma manifestação denunciando também o sucateamento do HU, que perdeu cerca de 30% dos funcionários nos últimos anos.

O que é o programa “Experiência HCFMUSP na Prática”?
Fundado em 2023, o programa cobra mais de R$ 8 mil e tem o objetivo de levar o conhecimento prático do Hospital das Clínicas da USP para estudantes de todo o Brasil do 4º ao 6º ano do curso de Medicina.
Nele, o estudante seleciona três disciplinas de interesse particular para acompanhar rotinas e realizar práticas sob supervisão no maior complexo hospitalar do continente.
No ano de lançamento, o programa ofertou 216 vagas, mas, em 2026, ele prevê a oferta de 2 mil vagas para alunos de outras instituições, número que representa mais de 3 vezes o total de estudantes de Medicina do 4º ao 6º do curso da própria USP.
Henrick Munhoz Martins, vice-presidente do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz e membro do comando de greve, afirma que “quando o acesso à prática vira produto, o paciente vira meio”, alertando para a piora da qualidade da assistência médica no Sistema Único de Saúde.
Mobilizações na USP
No dia 15 deste mês de abril, os estudantes da instituição aderiram ao movimento dos servidores e aprovaram uma paralisação.

Na ocasião, os alunos cobraram melhorias no bandejão e denunciavam as más condições das estruturas dos prédios da universidade.
Em paralelo aos estudantes, os servidores técnico-administrativos protestam após a aprovação de um bônus de R$ 4,5 mil destinados a professores envolvidos em projetos estratégicos.
A categoria critica a medida por ampliar a desigualdade interna e reivindica a incorporação de R$ 1,6 mil aos salários, além de mudanças nas regras de compensação de jornada.
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