Tema de redação para o Enem: Retorno das aulas presenciais

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Tema de Redação para o Enem: Retorno das aulas presenciais

Obs: Use os textos abaixo como textos motivadores para a sua redação.

Contexto:

O ano de 2020 foi bastante turbulento para a educação em todo o mundo. A pandemia da Covid-19 forçou governos a decretar o fechamento de escolas e suspensão das aulas presenciais para conter o avanço da doença. As escolas e universidades são locais de aglomeração, onde muitas pessoas dividem o mesmo espaço e, como o vírus se propaga pelo contato, um dos primeiros locais a serem fechados foram os ambientes escolares. Vamos conhecer melhor os protocolos de segurança sanitária para o retorno das aulas. Esse pode ser um tema da redação do ENEM 2010.

No inicio da pandemia, em meados de março de 2020, os decretos governamentais fizeram com as escolas, além de suspenderem as aulas presenciais, tivesse que se adaptar rapidamente para o ensino remoto. As escolas particulares, com mais estrutura, logo estabeleceram uma rotina de estudos com os estudantes de diversas séries. Já as escolas públicas demoraram mais a retomar as atividades.

Dados de pesquisa do Instituto DataSenado sobre a educação na pandemia, mostram que, entre os quase 56 milhões de alunos matriculados na educação básica e superior no Brasil, 35% (19,5 milhões) tiveram as aulas suspensas devido à pandemia da Covid-19, enquanto que 58% (32,4 milhões) passaram a ter aulas remotas. Na rede pública, 26% dos alunos que estão tendo aulas online não possuem acesso à internet.

A pesquisa ainda revela que, na opinião de 63% dos pais de alunos que tiveram aulas remotas, a qualidade do ensino diminuiu. O levantamento mostra que 75% dos pais cujos filhos tiveram aulas remotas nos últimos 30 dias preferem que as aulas voltem a ser presenciais somente quando a pandemia acabar.

A pesquisa concluiu que estamos vivendo em uma realidade preocupante, principalmente, no que diz respeito aos quase 18 milhões de estudantes da educação básica, pois são alunos que dependem mais dos recursos de aulas presenciais.

Autonomia dos estados:

Os estados e municípios têm autonomia para decidir sobre o funcionamento das escolas. Portanto, o retorno é gradual e depende da situação da pandemia nesses locais. Quanto ao retorno das aulas presenciais nas universidades, o Ministério da Educação estabeleceu a data de 01 de março de 2021. Até o dia 28 de fevereiro, portanto, instituições públicas e privadas poderão continuar usando atividades virtuais para substituir o ensino presencial. Depois disso, os recursos digitais só deverão ser utilizados em caráter excepcional e complementar. Mas a portaria do MEC acrescenta que os prazos poderão ser modificados pontualmente, dependendo do avanço da pandemia da Covid-19.

Nesse cenário de incertezas,  governos, representantes de instituições de ensino e até órgãos internacionais preparam protocolos para o retorno das aulas presenciais enquanto durar a pandemia. Muitos defendem o retorno só deva acontecer após a imunização da população com a vacina, mas a indefinição de um período para que isso aconteça, faz com que outras medidas sejam tomadas para o retono das aulas presenciais ou de forma parcial, com parte do ensino feito ainda de forma virtual.

Protocolos sanitários internacionais

Orientações internacionais como as do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), com base nas diretrizes da OMS (Organização Mundial de Saúde), já vêm sendo colocadas em prática nos países em que crianças e jovens já puderam voltar ao ensino presencial.

Segundo o documento divulgado pela UNICEF para embasar o retorno às aulas, estão entre as principais recomendações:

  • Evitar todas as atividades que gerem aglomerações na hora da entrada e saída da escola, com a sugestão de fazer escalas para que os alunos entrem em horários diferentes;
  • Evitar atividades que gerem aglomeração nos intervalos e recreio;
  • Reduzir tamanhos de turmas, para aumentar espaçamento entre alunos;
  • Realizar treinamento de todos os funcionários (administrativos, professores, pessoal de limpeza,…) para a implementação de práticas de higiene e distanciamento físico;
  • Dar treinamento específico para equipes de limpeza, de modo a realizar a desinfecção dos ambientes, sempre usando equipamento de proteção individual (EPI);
  • Aumentar a intensidade e frequência da limpeza;
  • Melhorar as práticas de tratamento de resíduos;
  • Monitorar a saúde de funcionários e alunos ;
  • Fornecer orientações claras sobre como proceder em caso de alguém apresentar sintomas, criando espaço para a separação temporária dessas pessoas, sem criar qualquer tipo de estigma;
  • Fornecer orientações claras de quem não deve ir a escola, entre alunos e staff (grupos de risco);
  • Dar ênfase à lavagem das mãos e à etiqueta respiratória (cobrir a boca e o nariz ao espirrar com lenço de papel, descartando-o em seguida no lixo. Caso não tenha lenço de papel, utilizar o antebraço, para tossir ou espirrar. Além disso, evitar tocar olhos, nariz e boca sem ter higienizado as mãos, o que deve ser feito com frequência).

Plano Nacional da Federação Nacional das Escolas Particulares

A Federação Nacional das Escolas Particulares – Fenep – criou o Plano Estratégico de Retomada das Atividades Educacionais do Segmento Educacional Privado Brasileiro.  A federação representa cerca de 40 mil colégios no Brasil e elaborou um plano com orientação da Sociedade Brasileira de Infectologia. O plano contempla, além do protocolo no âmbito da saúde, orientações pedagógicas e jurídicas para a reabertura das escolas. Conheça as 17 orientações do plano da Fenep:

  1. Organizar o espaço para que os alunos sempre estejam pelo menos a um metro de distância dos outros
  2. Higienizar diariamente a unidade educacional com água sanitária diluída (1 colher de sopa por litro de água), antes da chegada das pessoas envolvidas nas atividades presenciais
  3. Disponibilizar álcool gel 70% em todos os espaços, especialmente nas salas de aula
  4. Orientar que todos higienizem as mãos ao chegar à escola
  5. Promover e fiscalizar o uso obrigatório de máscaras por todos dentro da instituição de ensino
  6. Realizar medição de temperatura de todas as pessoas no momento do ingresso
  7. Promover isolamento imediato de qualquer pessoa que apresente sintomas, orientando as famílias ao procedimento de quarentena
  8. Notificar casos confirmados às autoridades de saúde do município
  9. Promover demarcação de espaços físicos, de forma a aprimorar o distanciamento social
  10. Manter professores e funcionários que pertencem a grupos de risco afastados das atividades presenciais, reorganizando-os em alguma das modalidades remotas possíveis
  11. Desenvolver treinamento intenso e contínuo de trabalhadores, alunos e familiares sobre este protocolo de saúde
  12. Realizar o mesmo treinamento com famílias da comunidade escolar
  13. Recomendar que, se possível, os alunos e funcionários devem levar um calçado extra, para usarem dentro das salas de aula
  14. Recomendar que, se possível, alunos e trabalhadores devem levar máscaras extras para realizar a troca a cada 3 horas, durante o período escolar
  15. Recomendar a alunos e trabalhadores que, se possível, levem sua própria toalha de mão de tecido, para uso individual
  16. Disponibilizar em todas as vias de ingresso à instituição de ensino tapetes úmidos com água sanitária
  17. Garantir que os ambientes estejam o mais arejados possível, especialmente salas de aula, realizando atividades educacionais, sempre que for viável, em áreas abertas

Protocolos do Ministério da Educação

O Ministério da educação lançou o “Guia de implementação de protocolos de retorno das atividades presenciais nas escolas da educação básica”. Em articulação com as secretarias municipais e estaduais a que a escola se vincula, recomenda-se a seguinte lista inicial de procedimentos antes do retorno das atividades presenciais:

  1. Atualizar a lista de todas as pessoas envolvidas na instituição de ensino, todos os profissionais da educação e alunos, com os respectivos contatos;
  2. Verificar como está o processo de elaboração do Plano de Retorno das atividades escolares presenciais, destacando os pontos centrais desse Plano;
  3. Avaliar e definir se o retorno será de forma gradual ou se os alunos vão retornar todos de uma vez, bem como se a opção será pelo ensino híbrido ou pelo ensino remoto para alguma das séries ou etapas.
  4. Avaliar todo o ambiente de trabalho, observando como estão as condições físicas e estruturais e se há condições de atender a retomada presencial das aulas, o trabalho administrativo e de serviços gerais (manutenção e limpeza);
  5. Avaliar a adequabilidade da ventilação dos espaços da escola;
  6. Verificar as condições de trabalho de todos profissionais da educação, inclusive a existência de EPIs suficientes para todas as pessoas que trabalham com recepção, manutenção e limpeza;
  7. Avaliar se as condições de higiene de todos os espaços estão adequadas, com água, sabonete de limpeza das mãos e álcool em gel 70% disponíveis para todos;
  8. Definir formas de garantir a frequência adequada da limpeza dos ambientes, cuidando do suprimento de água sanitária, álcool, materiais descartáveis, entre outros, e também de equipe suficiente para o trabalho;
  9. Decidir como será o processo de alimentação dos alunos: se ocorrerá dentro das salas de aula ou em cantinas/refeitórios, se há espaço de atendimento para garantir a distância mínima entre pessoas, se há condições para revezamento de horários; como a distribuição de alimentos;
  10. Criar mecanismos para monitorar o cumprimento das medidas sociais e sanitárias;
  11. Analisar se há condições para realizar treinamento e capacitação da comunidade acadêmica;
  12. Verificar se há equipe preparada para realizar ações permanentes de sensibilização de estudantes, pais ou responsáveis.

O ensino híbrido

O ensino híbrido ou semi-presencial pode ser uma tendência para a educação mesmo no pós-pandemia. Novos currículos e metodologias de ensino devem passar a integrar a rotina dos estudantes com o uso da tecnologia.

O retorno das aulas presenciais só será completo com o controle da doença, mas a herança de utilização de dispositivos digitais pode ser algo definitivo para a educação. Mais um grande desafio de adaptação para professores e alunos aos conteúdos digitais em plataformas como ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), para disponibilizar os materiais de maneira organizada, com a devida proteção dos dados pessoais dos estudantes.

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