A pesquisa realizada pela consultoria Meira Fernandes Gestão e Soluções, afirma reajuste de valor das mensalidades para o próximo ano. Através de estudo realizado com 1.500 instituições particulares, analisaram que 98,9% das escolas planejam reajuste e dessas, 80,6% tem estimativa de inflação, aproximadamente, entre 7% e 11%.
O estudo foi executado em escolas de oito Estados diferentes, em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão e Roraima.
Os dados foram coletados neste ano, em 2026, entre o mês de junho e agosto. A soma da quantidade de alunos nas instituições é de 120 mil matriculados.
Em comparação com os anos anteriores, o reajuste para 2027 é ainda mais superior. Em 2023 e 2024 a média dos índices de aumento foi de 9,3%. Observando acréscimo de 2% da média em 2024 para 2025, com 9,5%. Pelos dados divulgados, a média dos índices para 2027 é de 9,8%, com aproximadamente 4% a mais.
De acordo com o estudo, o aumento idealizado atual foi causado pela necessidade das instituições ajustarem os custos, principalmente gastos com folha de pagamento e manutenção estrutural, para melhor adequação às novas demandas estudantis, como profissionais adequados para melhora da inclusão, das instituições entrevistadas, 35,9% e 16% das instituições alegaram isso, respectivamente .
Por lei, as instituições de ensino têm obrigação judicial de informar com antecedência o valor e justificativa do reajuste. À Lei º 9.870/1999, responsável por regular a cobrança nas redes de ensino, tem como objetivo assegurar os pais dos alunos e alunos para não sofrerem abusos de cobranças e aumento de taxas das mensalidades sem justificação.
Reajuste Previsto da Mensalidade
| 44,2% das Instituições Particulares | Entre 9% a 11% |
| 36,46% das Instituições Particulares | Entre 7% a 9% |
| 11,60% das Instituições Particulares | Entre 1% a 7% |
| 7,18% das Instituições Particulares | Acima de 12% |
| 0,5 % das Instituições Particulares | Não pretendem reajuste |
Nos últimos anos, a pauta sobre o salário dos professores ganhou força e até reajustes, a princípio em sedes governamentais. O debate sobre as horas trabalhadas e a renda no final de mês direcionou diversas manifestações e protestos por parte dos professores nos últimos anos. E a busca pelos direitos a ajustes, a fim de melhorar as condições de vida e bem estar, visto os desgaste físico e mental exposto, continua.
Após o fim da pandemia, as instituições de ensino ainda sofrem com as divergências resultadas pelo período pandêmico. A educação infantil foi a área que mais sofreu, pois, durante a pandemia deu 25% de descontos nas mensalidades. E até os dias atuais ainda não se recuperou. Apesar dos ajustes dos últimos anos, a rentabilidade média caiu em 14%, segundo o mesmo.
No entanto, em algumas unidades de ensino há um diferencial que corresponde à forma contratual dos professores. A maioria, ao invés de pagar um valor mensal destinado fixo, cobram por horas concedidas durante o trabalho. Por exemplo, em um dos Estados em que a pesquisa foi realizada, em São Paulo, a média do pagamento por hora é 30 reais.
Atualmente o piso nacional do salário para professores é de R$5.130,63. Um pouco mais de três salários mínimos, que atualmente, 2026 está em R$1.621,00. Resultando em aproximadamente R$54,04 diários. Será que essa prática de pagamento por horas trabalhadas causa mais segurança e respiros para os professores?
| Média Salarial por Ensino Particular | |
| Ensino | Faixa média esperada |
| Ensino na Educação Infantil | R$ 2.500 a R$ 4.000 |
| Ensino fundamental | R$ 2.500 a R$ 4.500 |
| Ensino médio | R$ 3.000 a R$ 6.000 |
| Escolas particulares de alto padrão | R$ 5.000 a R$ 10.000+ |
No novo valor de percentual adicionado nas mensalidades deverão ser informados aos pais e familiares dos alunos, em no mínimo por lei, de 45 dias antes do início do ano letivo de 2027.
📲 As principais notícias do dia na sua caixa de entrada! Se inscreva na Newsletter da MEM
























