Fundada em 1959, em Caruaru, a Asces-Unita nasceu com uma proposta considerada ousada para a época. Em um cenário no qual o ensino superior estava concentrado nas capitais, a instituição tornou-se a primeira faculdade instalada fora de uma capital nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Passados 67 anos, a inovação continua sendo uma das marcas centrais da trajetória da instituição, agora reforçada pela chegada do curso de Medicina.
Mais do que acompanhar mudanças, a Asces-Unita consolidou uma cultura de reinvenção contínua, conectando tradição, inovação acadêmica e compromisso social. O movimento iniciado pelo educador e patrono da interiorização da educação em Pernambuco, Adalberto Tabosa de Almeida, inspirado em modelos nacionais e internacionais de excelência, ajudou a transformar Caruaru em referência regional de ensino superior.
Hoje, a instituição reúne mais de 20 cursos de graduação e cerca de 30 pós-graduações, ampliando sua atuação em áreas estratégicas e fortalecendo a relação entre ensino, pesquisa e extensão.
Para o pró-reitor acadêmico Darci Cintra Filho, a capacidade de adaptação sem perder a essência explica a permanência da instituição como referência regional.
“A Asces-Unita tem uma missão e um propósito claramente definidos. Nossa missão é assegurar espaços de formação com excelência acadêmica e forte compromisso social, desenvolvendo profissionais conscientes do seu papel na sociedade. É justamente para manter essa missão presente que a instituição vem continuamente se reinventando”, afirma.

Extensão universitária fortalece vínculo com a comunidade
A relação direta com a população é um dos pilares da atuação da Asces-Unita. Como instituição comunitária, a universidade mantém dezenas de projetos de extensão voltados para demandas reais do Agreste pernambucano.
Atualmente, mais de 40 projetos aproximam estudantes e professores da comunidade, promovendo atendimentos, ações educativas e serviços em diferentes áreas. Na saúde, clínicas-escola, laboratórios e residências uniprofissionais e multiprofissionais fortalecem tanto a formação acadêmica quanto o acesso da população aos serviços especializados.
“O processo de aprendizagem precisa ser permeado pela prática e também pelo desenvolvimento de empatia. Esses dois aspectos estão muito presentes na extensão universitária”, destaca Darci.
Um dos principais exemplos dessa atuação é o Projeto Asa Branca, referência regional na prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal. Com mais de 60 anos de existência, a iniciativa já realizou mais de 40 mil atendimentos e atua diretamente em comunidades da região.
Outro destaque institucional é a Clínica-Escola de Fisioterapia. Desde 2008 a clínica-escola vem oferecendo mais de 10 tipos de serviços nas diferentes áreas, como traumatologia e ginecologia/obstetrícia. Os usuários chegam ao serviço encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por demanda direta. Neste meio tempo já foram realizados quase 200 mil atendimentos à pacientes de todo o Estado.


Formação prática transforma experiência dos estudantes
A integração entre teoria e prática aparece como diferencial desde os primeiros períodos dos cursos. Estudantes participam de atividades em hospitais, UBSs, projetos sociais e clínicas-escola, vivenciando experiências reais de cuidado e atendimento à população.
A estudante de Medicina Maria Dávinny Torres, do terceiro período, afirma que a vivência prática fortalece o aprendizado e amplia a compreensão sobre o papel social da profissão.
“A vivência prática é um complemento muito rico do que vemos em sala de aula. A gente tem contato com a comunidade, participa de projetos de extensão e consegue contribuir desde cedo com a sociedade”, explica.
Além da graduação, ela integra projetos de extensão que levam para a comunidade ações de educação em saúde e campanhas de doação de sangue. Para a estudante, o contato direto com pacientes e equipes multiprofissionais amplia o desenvolvimento humano e profissional.
“Tudo se conecta. O que aprendemos na sala ganha outro significado quando estamos nas UBSs ou no hospital. A gente entende melhor a realidade das pessoas e aprende também com as histórias de cada paciente”, comenta.


Medicina consolida trajetória da saúde na instituição
A chegada do curso de Medicina representa um novo capítulo dentro da história da Asces-Unita e reforça uma trajetória construída ao longo de décadas na área da saúde.
Segundo o Reitor Paulo Muniz, a graduação surge em um momento de maturidade institucional e amplia a integração entre os diferentes cursos da área.
“Nós fizemos o caminho inverso. Construímos primeiro uma base sólida na área da saúde com cursos como Odontologia, Fisioterapia, Enfermagem e Biomedicina para, então, chegarmos à Medicina. Ela vem como um coroamento dessa trajetória”, afirma.

O curso foi estruturado com metodologias ativas, inserção prática desde os primeiros períodos e forte integração com serviços públicos e privados de saúde. A proposta também reforça o caráter interdisciplinar da formação.
“A Medicina já nasce entendendo a importância da multiprofissionalidade e da atuação integrada entre as diferentes áreas da saúde”, destaca o reitor.
Além da expansão acadêmica, a instituição segue investindo em infraestrutura, inovação tecnológica e qualificação docente. Nos últimos anos, também foi criado o Núcleo de Inovação Tecnológica da Asces-Unita, voltado ao desenvolvimento de soluções para demandas sociais e profissionais contemporâneas.
Ao completar 67 anos, a Asces-Unita reafirma o papel de protagonista no desenvolvimento educacional e social do Agreste. Mais do que preservar sua história, a instituição segue projetando o futuro a partir da inovação, da formação humanizada e da conexão permanente com a comunidade.
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